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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 168

Franciely bufou, tomada por escárnio.

— Essa mulher finalmente mostrou a verdadeira face.

Carlos jogou-se no sofá, atormentado.

— Qual era a necessidade de fazer isso?

— Carlos, seja sincero com sua avó — pediu Franciely. — Você acabou se apaixonando por aquela mulher?

Ele negou no mesmo instante.

— Não! Mas eu também não quero me divorciar!

— Se não está apaixonado, então assine logo esse divórcio!

— E se eu estivesse?

— Aí é que eu não permitiria mesmo que ela ficasse. Uma mulher tão medíocre, sem classe e sem utilidade alguma, não é digna de ser a senhora da família Lucca!

Carlos sequer fez menção de levantar os olhos. O sorriso amargo que surgiu em seus lábios era carregado de dor.

— Então por que a senhora não me impediu no passado?

— E como eu ia adivinhar que ela tinha esse tipo de índole?!

Carlos abaixou o olhar, tentando mascarar a profunda melancolia que o consumia.

— O verdadeiro motivo é que a senhora sabia da minha paixão pela Adriana. Sabia que, se eu não me casasse, continuaria atrás dela. Por isso se apressou tanto em arranjar uma noiva de uma família de mesmo status para mim, nos obrigando a casar na mesma época que o Nilton.

Franciely ficou paralisada.

Aquilo era a mais pura verdade. Naquela época, quando Carlos descobriu que Adriana ia se casar com Nilton, perdeu totalmente o controle. Franciely o viu, bêbado e destruído, murmurando o nome de Adriana repetidas vezes. Temeu que ele declarasse guerra ao próprio irmão por causa de uma mulher. Como a família Jasmim era de excelente linhagem e Naiara já estava perdidamente apaixonada por Carlos, Franciely não hesitou em facilitar o noivado.

Só agora percebia o erro terrível que cometera. Havia colocado uma víbora dentro de casa!

Sem querer remoer o passado, Franciely jogou sua última cartada.

— Você não quer os meus hotéis e o prédio comercial? Eu prometo: assim que você se divorciar e casar com a Adriana, passarei tudo para o seu nome.

— E a velha teve a audácia de oferecer cinco milhões. Tá achando que você é mendiga para dar esmola?

Naiara preferiu mudar de assunto.

— E o trabalho novo, já se adaptou?

— Menina, nem me fale. O clima aqui é maravilhoso. Gestão humana, sem aquelas regras arcaicas, sem politicagem nojenta. Cada um só precisa fazer o seu trabalho bem feito e pronto.

— Que bom. Não era exatamente o que você procurava?

— Sim! E eu achando que o Sr. Afonso só era um gênio da tecnologia... O cara também é um monstro na gestão. Aquele panaca do Carlos não faz a menor ideia da pedreira que tem como concorrente.

Naiara não resistiu ao deboche:

— Ele sempre jurou que era o rei do mundo.

— Ah, a propósito, vai ter um jantar hoje à noite para dar as boas-vindas aos novatos. Eu queria muito que você viesse, mas, considerando que você não pode ser vista com a gente agora, sei que é complicado.

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