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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 158

Carlos ficou em silêncio por alguns instantes.

— Aquele Fábio...

— Ele é um excelente colega de profissão e um bom amigo — cortou Naiara.

Quanto ao resto, que Carlos imaginasse o que quisesse.

Quanto mais explicasse, pior ficaria.

Até porque, depois das coisas que Fábio havia dito hoje, não era de se espantar que Carlos tivesse interpretado mal.

— Pelo visto, parece que ele gosta bastante de você.

Naiara respondeu com um tom indiferente:

— Ele é apenas meu colega sênior e um amigo. Eu não tenho o hábito de cometer adultério.

As sobrancelhas de Carlos se juntaram. Ele se conteve para não explodir.

— Daqui em diante, não fique tão próxima dele.

Naiara nem se deu ao trabalho de responder.

A velha hipocrisia de sempre. Ele podia fazer tudo, mas ela não podia nada.

— Bom, estou indo — disse Carlos.

— Meu pai...

Naiara quebrou o silêncio de repente.

Carlos virou-se.

— O que tem ele?

Naiara forçou um sorriso frio.

— Meu pai vai acordar, não vai?

Carlos pareceu surpreso com a pergunta.

— Claro que vai. Os especialistas que eu contratei chegam em alguns dias.

— Não precisa mais. Eu já encontrei um ótimo especialista.

— Tudo bem, tanto faz. A medicina está tão avançada hoje em dia, com certeza vão dar um jeito nele.

Ele soou completamente apático.

Naiara observou as costas dele enquanto ele se afastava, e sorriu com amargura.

Felícia só saiu do esconderijo quando Carlos já estava longe.

— Menina, você está bem?

Naiara deitou-se no sofá, com o braço sob a cabeça, deixando escapar um brilho de tristeza no olhar.

— Estou bem. Só estou muito cansada.

Felícia agachou-se ao lado dela e, usando a mão boa, acariciou gentilmente a cabeça de Naiara.

— Eu sei como é dura a vida de quem não tem ninguém por si e precisa lutar sozinha pela sobrevivência.

— Mas não se preocupe, menina, tudo vai melhorar. Olha só, agora você tem a mim para cuidar de você, e tem amigos maravilhosos como o senhor Fábio e a senhorita Isadora se preocupando com o seu bem-estar.

— Ah, claro! E tem aquele senhor Afonso também, que tem sido excelente com você.

— Então não tenha medo, nós estamos aqui. A Felícia pode estar velha, mas vai proteger a senhora com unhas e dentes.

Os olhos de Naiara arderam, e ela quase chorou.

Aquela sensação de acolhimento era tão reconfortante.

Naiara soltou uma risada fraca.

Ficava nítido que Afonso não era o tipo de homem que sabia falar palavras doces.

Às vezes, era metódico e severo como um professor antiquado.

Naiara:

[Serei eternamente grata pela ajuda incomensurável que você está dando no caso do meu pai. Quanto aos problemas com a família Lucca, eu resolverei sozinha.]

Depois de enviar, pensou mais um pouco e mandou outra mensagem.

[Obrigada, Afonso.]

Afonso não respondeu mais.

Naiara bloqueou a tela do celular.

...

Assim que Carlos pisou na mansão da Baía Esmeralda, a empregada Débora foi logo em sua direção.

— Senhor Carlos, a dona Franciely está esperando no escritório. É melhor o senhor se apressar, senão ela vai perder a paciência de novo.

Carlos fulminou-a com o olhar.

— Desde quando você tem o direito de me dar ordens na minha própria casa?

Comparada a isso, Carlos sentia ainda mais falta dos dias em que Felícia cuidava da família Lucca.

Felícia podia falar demais às vezes, mas era sempre com o carinho genuíno de alguém mais velho zelando pelo bem dele.

Já com essa parente distante que surgiu do nada, quanto mais Carlos convivia, menos gostava.

Se Franciely não a tivesse nomeado pessoalmente, ele já teria colocado Débora na rua há muito tempo.

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