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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 159

Franciely estava sentada no escritório, com a postura rígida e autoritária de sempre.

— Por que demorou tanto?

Carlos engoliu a irritação.

— Peguei trânsito no caminho.

Franciely ergueu uma sobrancelha.

— Aposto que foi ver aquela mulher, não foi?

Só agora Carlos percebia um detalhe incômodo.

Todos da família Lucca referiam-se à sua esposa apenas como "aquela mulher".

— Achei que ela não teria para onde ir, mas acabou conseguindo se instalar naquele apartamento. Foi muita sorte para ela — desdenhou Franciely.

— Vó. — Carlos cortou, sem paciência para o veneno diário. — A senhora me chamou aqui para quê?

— Carlos, eu quero saber: eu ainda tenho alguma autoridade nesta casa?

Ele já imaginava onde a conversa ia parar.

— Vá direto ao ponto, vó.

Franciely não rodeou.

— Quero que você se divorcie daquela mulher.

— E me case com a Adriana em seguida?

— Sim.

Carlos puxou uma cadeira com uma calma aparente, sentou-se, acendeu um cigarro e deu duas tragadas antes de responder.

— No passado, eu concordei em ser o doador para que a Adriana gerasse um herdeiro com o sangue da família Lucca. Mas nunca aceitei me casar com ela.

— Mas você sempre foi apaixonado pela Adriana, não foi?

Uma pontada de ressentimento amargo atravessou o peito de Carlos.

— E não foi a senhora que me obrigou a abrir mão da Adriana para entregá-la ao Nilton?

Franciely não esperava essa resposta e hesitou por um segundo.

— Mas eu não estou tentando juntar vocês dois de novo agora?

Carlos soltou uma risada nasalada e fria, permanecendo em silêncio.

Algumas verdades, uma vez ditas em voz alta, quebravam a fachada para sempre.

— Você não tem medo de que ela exponha os escândalos da família Lucca para a imprensa? — insistiu a matriarca.

— Isso depende de como você vai negociar com ela. Eu já pensei nisso. No fundo, tudo o que ela quer é dinheiro. Se o valor for alto o suficiente e ela sair satisfeita, basta fazê-la assinar um acordo de confidencialidade.

Ao mencionar dinheiro, Carlos pegou o celular para verificar a transação.

— Agora que o Nilton morreu, de repente você lembrou que eu existo!

— Se ele não tivesse morrido, tenho certeza de que a senhora continuaria agindo como se eu fosse invisível.

A ferida mais profunda foi exposta. Franciely levantou-se tremendo de ódio, caminhou a passos duros até Carlos e desferiu-lhe um tapa estalado no rosto.

— Seu moleque ingrato! Como ousa falar assim comigo?!

O ardor do tapa trouxe um pouco de lucidez de volta a Carlos.

Mas seu orgulho jamais permitiria um pedido de desculpas.

E ele também não queria pedir perdão!

BAM!

A porta do escritório bateu com um estrondo violento.

Carlos saiu pisando duro.

De volta ao carro, o assistente Ronaldo notou a aura pesada do chefe. Quis perguntar se estava tudo bem, mas não teve coragem de abrir a boca. Pelo retrovisor, viu Carlos encostar a cabeça no banco de trás e fechar os olhos lentamente.

Um silêncio sepulcral dominou o interior do veículo por um longo tempo.

De repente, o homem no banco de trás abriu os olhos.

— A amostra de sangue já foi entregue?

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