Um brilho de severidade cruzou o olhar de Carlos.
— Felícia, pode se retirar. Tenho coisas a tratar com a minha esposa. Sem a minha permissão, não entre mais aqui.
— Então cuide bem da patroa, senhor. Ela está passando muito mal — pediu Felícia.
— Hum.
Assim que Felícia saiu, Carlos puxou Naiara para um abraço.
— Como você quer que eu te compense?
Naiara permaneceu rígida nos braços dele.
— Não preciso de nada.
— Vou transferir um dinheiro para você daqui a pouco. Use para comprar algo que te faça bem. Eu sei que as despesas com a Felícia custaram caro e você não deve ter muito na conta agora.
Naiara pensou consigo mesma: Nisso ele tinha razão. Ela estava praticamente zerada.
Para testá-lo, ela perguntou de propósito:
— Quanto você pretende transferir?
— Quanto você quer?
Naiara levantou dois dedos de propósito.
Conhecendo a mesquinhez de Carlos com ela, duzentos mil já seria o teto absoluto.
Mas, para sua surpresa, Carlos deu um leve sorriso.
— Duzentos mil ou dois milhões?
Naiara revirou os olhos e, quase como um desafio, desvencilhou-se do abraço dele.
— Fique com o seu dinheiro.
A expressão de Carlos relaxou, e ele bagunçou o cabelo dela com um ar de quem mimava uma criança.
— Vinte milhões. Estará na sua conta em alguns minutos.
Vinte milhões!
Ela ouviu direito?
Naiara levou um susto.
— Vinte milhões?
Carlos segurou a mão dela.
— Achou muito ou pouco?
— Só achei inesperado. Você nunca me deu tanto dinheiro antes.
Naiara começou a notar que Carlos estava com muito mais contato físico recentemente.
Parecia gostar de ficar perto, de tocá-la.
— Então me explique por que você inventou essa mentira sobre o César não ser do nosso sangue? Ou será que você tem provas disso?
Naiara o encarou incrédula, com o estômago revirando de raiva.
No entanto, optou pelo silêncio.
Se Carlos confiava tanto em Adriana Fontana, que continuasse acreditando nela.
Ela mal podia esperar para ver a reação dele quando descobrisse que estava ganhando um belo par de chifres.
Naiara fingiu um mal-estar.
— Minha cabeça está girando. Quero dormir um pouco.
Carlos pretendia ficar mais, mas o celular tocou. Era Franciely.
Ele murmurou duas palavras e desligou.
— Minha avó está me chamando.
Naiara já imaginava sobre o que seria.
— Se não quiser voltar para casa nesses próximos dias, fique aqui. Venho te ver quando tiver um tempo.
Antes de sair, Carlos a observou por alguns segundos, parecendo ter algo engasgado.
Naiara decidiu ir direto ao ponto.
— Tem mais alguma coisa a dizer?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...