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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 157

Um brilho de severidade cruzou o olhar de Carlos.

— Felícia, pode se retirar. Tenho coisas a tratar com a minha esposa. Sem a minha permissão, não entre mais aqui.

— Então cuide bem da patroa, senhor. Ela está passando muito mal — pediu Felícia.

— Hum.

Assim que Felícia saiu, Carlos puxou Naiara para um abraço.

— Como você quer que eu te compense?

Naiara permaneceu rígida nos braços dele.

— Não preciso de nada.

— Vou transferir um dinheiro para você daqui a pouco. Use para comprar algo que te faça bem. Eu sei que as despesas com a Felícia custaram caro e você não deve ter muito na conta agora.

Naiara pensou consigo mesma: Nisso ele tinha razão. Ela estava praticamente zerada.

Para testá-lo, ela perguntou de propósito:

— Quanto você pretende transferir?

— Quanto você quer?

Naiara levantou dois dedos de propósito.

Conhecendo a mesquinhez de Carlos com ela, duzentos mil já seria o teto absoluto.

Mas, para sua surpresa, Carlos deu um leve sorriso.

— Duzentos mil ou dois milhões?

Naiara revirou os olhos e, quase como um desafio, desvencilhou-se do abraço dele.

— Fique com o seu dinheiro.

A expressão de Carlos relaxou, e ele bagunçou o cabelo dela com um ar de quem mimava uma criança.

— Vinte milhões. Estará na sua conta em alguns minutos.

Vinte milhões!

Ela ouviu direito?

Naiara levou um susto.

— Vinte milhões?

Carlos segurou a mão dela.

— Achou muito ou pouco?

— Só achei inesperado. Você nunca me deu tanto dinheiro antes.

Naiara começou a notar que Carlos estava com muito mais contato físico recentemente.

Parecia gostar de ficar perto, de tocá-la.

— Então me explique por que você inventou essa mentira sobre o César não ser do nosso sangue? Ou será que você tem provas disso?

Naiara o encarou incrédula, com o estômago revirando de raiva.

No entanto, optou pelo silêncio.

Se Carlos confiava tanto em Adriana Fontana, que continuasse acreditando nela.

Ela mal podia esperar para ver a reação dele quando descobrisse que estava ganhando um belo par de chifres.

Naiara fingiu um mal-estar.

— Minha cabeça está girando. Quero dormir um pouco.

Carlos pretendia ficar mais, mas o celular tocou. Era Franciely.

Ele murmurou duas palavras e desligou.

— Minha avó está me chamando.

Naiara já imaginava sobre o que seria.

— Se não quiser voltar para casa nesses próximos dias, fique aqui. Venho te ver quando tiver um tempo.

Antes de sair, Carlos a observou por alguns segundos, parecendo ter algo engasgado.

Naiara decidiu ir direto ao ponto.

— Tem mais alguma coisa a dizer?

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