Franciely rapidamente forçou um sorriso bajulador.
— Sr. Wilson, não se irrite. O senhor sabe melhor do que ninguém o quanto nós amamos a Adriana. O que aconteceu hoje foi um acidente infeliz. Se a culpa é de alguém, é do Carlos, que foi cego o suficiente para colocar uma mulher de baixo nível como essa para dentro da nossa família.
Após dizer isso, ela se virou para Naiara e gritou com fúria.
— Ponha-se daqui para fora! E nunca mais ouse chegar perto do César!
Naiara percebeu que, por enquanto, a derrota era inevitável.
A melhor estratégia era recuar.
Mesmo que tivesse cem bocas, não conseguiria se explicar naquela situação.
No entanto, Wilson esticou o braço, bloqueando a saída de Naiara.
— A Adriana é a minha princesinha, e o César é o meu próprio neto de sangue. Humilhar os dois é o mesmo que humilhar a mim, Wilson Fontana.
— E você acha que pode simplesmente agredir a minha família e sair andando como se nada tivesse acontecido? As coisas não são tão simples assim.
A aura mafiosa e intimidadora de Wilson exalou pelo ambiente.
— Dona Franciely, já que a Srta. Naiara tem tanta certeza de que o César não é do sangue da família Lucca, então vamos fazer o teste de DNA. Assim, evitamos que qualquer um tenha dúvidas sobre a origem do menino.
Franciely respondeu rápido: — Se o César é meu neto ou não, eu sei melhor do que ninguém! Não há a menor necessidade de fazer teste nenhum.
Os olhos de Wilson ficaram frios. — Não! Nós vamos fazer! Só com o resultado poderemos calar a boca de gente invejosa e devolver a honra e a pureza ao nome da minha filha.
Franciely tentou apaziguar: — Sr. Wilson, não precisa chegar a esse ponto...
— Dona Franciely! — Wilson bufou, fingindo uma indignação incontrolável. — Eu exijo que o teste seja feito. Não vou permitir que uma mulher ardilosa manche a reputação da minha filha!
Dizendo isso, ele tomou a agulha ensanguentada das mãos de Adriana.
— Preste muita atenção, Dona Franciely. Este é o sangue do seu bisneto. Vou mandar alguém levar para o laboratório agora mesmo. Quero que a senhora veja com os próprios olhos se o meu neto precioso carrega ou não o sangue dos Lucca.
— Mas, por precaução, pedirei que a senhora me acompanhe até o laboratório, para garantir que ninguém invente mentiras ou espalhe novos boatos!
A ira de Wilson era palpável para Franciely.
Para acalmar a fúria do homem rico, Franciely avançou com raiva, arrancou a agulha da mão dele e a atirou na lixeira com violência. Em seguida, apontou o dedo para Naiara e esbravejou:
Ouvir aquele teatrinho orquestrado pelos dois estava dando nojo.
Ótimo!
Já que não havia para onde recuar, era hora de arrancar as máscaras.
— Mesmo que a criança seja da família Lucca, não é do próprio marido dela, Nilton. É do meu marido, Carlos.
— Então, por favor, Sr. Wilson, como o senhor explica isso?
Naiara varreu o ambiente com o olhar e continuou, num tom calmo e cortante.
— A família Lucca não deveria explicar à alta sociedade de Rio Belo como a viúva do filho mais novo deu à luz um filho do próprio cunhado?
— Ou será que deveríamos explicar se a minha adorável cunhadinha usou o esperma congelado do meu marido para uma inseminação artificial, ou...
Naiara fez uma pausa proposital, revelando um sorriso afiado.
— Ou será que foi o resultado de uma noite de traição suja e ardente entre a minha cunhadinha e o meu marido?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...