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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 145

O quarto do hospital mergulhou num silêncio absoluto e sepulcral.

Franciely e Karina se entreolharam, pálidas.

Elas achavam que Naiara não sabia da verdade.

Jamais imaginaram que ela já soubesse de tudo há tanto tempo.

E muito menos esperavam que Naiara cuspisse a verdade de forma tão nua e crua na frente de todos.

Naiara decidiu apostar todas as fichas.

— Vocês planejaram cuidadosamente me expulsar da família Lucca, tudo com o único objetivo de colocar a minha cunhadinha no topo, para torná-la a matriarca da próxima geração.

— Por mim, tudo bem. Não me oponho.

Enfrentando o olhar de todos, Naiara manteve a postura impecável e serena.

— Contanto que o meu marido venha pessoalmente me pedir o divórcio, eu aceitarei. No entanto...

Naiara soltou um riso frio. — Eu, Naiara Jasmim, não sou alguém que se deixa manipular como um fantoche. Eu posso deixar de ser a nora da família Lucca, mas durante estes três anos, cada injustiça, mágoa, dor e humilhação que sofri...

O olhar dela tornou-se perigosamente afiado.

— Eu farei questão de cobrar cada centavo, com juros.

A mensagem foi extremamente clara.

Ela estava disposta a ir até o inferno e levar todos eles junto.

Franciely sentiu o sangue ferver de raiva, mas ficou sem palavras.

Até a língua venenosa de Karina secou naquele instante.

Ela não era estúpida.

Entendeu perfeitamente o aviso de Naiara.

Se empurrassem Naiara para o abismo, esse escândalo da família Lucca seria exposto ao público.

E, quando isso acontecesse, a prestigiada família Lucca viraria a maior piada de toda a elite de Rio Belo.

A Naiara que estava diante delas não era mais a nora submissa e fácil de controlar.

Ela agora era a rainha que segurava a vida deles nas mãos, alertando-os, sem um pingo de medo, para tomarem muito cuidado.

Adriana agarrou a mão de Naiara, fazendo sua melhor cara de vítima desamparada.

— Cunhada, a culpa é toda minha! Fui eu que implorei ao Carlos e à vovó! Eles só concordaram porque tiveram pena de mim. Se for para culpar alguém...

— Me solte!

Foi como se o golpe tivesse atingido o seu rosto.

O seu primeiro instinto foi avançar e confrontar Wilson.

Mas, ao lembrar da relação financeira entre as famílias, a coragem desapareceu num piscar de olhos.

Neste momento, a *Tecnologia Vitalis* de Carlos havia investido a maior parte do seu capital na pesquisa de novos produtos e estava sem fluxo de caixa.

A expansão da nova fábrica estava ameaçada pela falta de fundos.

O investimento maciço de Wilson foi a salvação para a empresa de Carlos.

Naturalmente, a família Lucca passou a reverenciar esse sogro tão generoso, instruindo Carlos repetidas vezes a manter uma excelente relação com Wilson.

Faltava pouco para obrigarem Carlos a tratar Wilson oficialmente como seu próprio sogro.

Naiara levou alguns segundos para se recuperar da tontura causada pelo impacto.

Ela tocou a bochecha inchada com as pontas dos dedos.

Doía muito.

O gosto metálico de sangue inundava a sua boca.

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