O bebê abriu um berreiro ensurdecedor no mesmo instante.
A babá entrou correndo no quarto, em pânico.
Logo atrás dela, entraram Franciely, Karina e, ao lado delas...
Wilson Fontana.
Acontece que Franciely e Karina realmente estavam de saída.
Mas encontraram Wilson, que viera visitar a filha, no saguão do andar térreo.
Franciely decidiu voltar para acompanhá-lo.
E quem diria que, ao chegarem, encontrariam o precioso herdeiro da família Lucca chorando aos prantos.
O coração de Franciely se partiu, e ela descarregou a fúria na babá.
— Para que estamos te pagando?! O que aconteceu para o meu bisneto estar chorando desse jeito?!
A babá lançou um olhar desesperado para Adriana, sem saber como se defender. — Dona Franciely, não fui eu, foi...
Adriana jogou-se de joelhos no chão dramáticamente.
Franciely levou um susto.
— Adriana, o que significa isso?!
— Vovó, fui eu que fiz o menino chorar. Não culpe a babá.
Adriana agarrou o peito, contorcendo o rosto como se estivesse sentindo uma dor insuportável.
— Vovó, me perdoe, me perdoe de verdade. Eu machuquei o seu bisnetinho precioso, mas eu não tive escolha! Eu estou ficando louca!
Wilson, com o coração apertado ao ver a filha assim, abaixou-se para levantá-la.
Mas Adriana resistiu, recusando-se a ficar de pé.
— Pai, por favor, deixe-me terminar de falar!
Wilson lançou um olhar gélido para Naiara e soltou os braços da filha.
— Vovó! Eu não aguento mais! Por favor, deixe-me levar o César e ir embora. Se eu continuar morando na casa do Carlos, vou enlouquecer mais cedo ou mais tarde!
Franciely estava completamente confusa.
— Adriana, o que você está dizendo, minha filha?! E por que você fez o César chorar?
Adriana soluçou: — Eu não queria fazer meu filhinho chorar, eu fui forçada a isso.
Franciely pareceu entender a insinuação e lançou um olhar cheio de ódio para Naiara.
— Levante-se, conte tudo para a vovó. Não importa quem esteja te humilhando, a vovó vai fazer justiça por você.
Adriana começou a falar, entre soluços coreografados.
— A cunhada me odeia. Ela sempre sussurra pelas costas que o César é um bastardo, que ele não tem o sangue da família Lucca. Ela me tortura com essas palavras todos os dias.
— Quando entrei no quarto agora pouco, vi a cunhada com essa agulha na mão, prestes a furar o César. A expressão no rosto dela era tão assustadora que me deu calafrios! Graças a Deus consegui impedi-la a tempo, senão, sabe-se lá o que ela teria feito com o meu filho.
— Mas eu não aguento mais ver a honra do meu filho ser arrastada na lama! Então, eu mesma peguei a agulha e tirei o sangue do César. Assim, podemos fazer um teste de DNA e acabar com isso de uma vez por todas.
Franciely explodiu de fúria imediatamente.
— Que história de teste de DNA! Eu não saberia reconhecer se o meu próprio bisneto é sangue do meu sangue ou não?!
— Naiara! Você não suporta ver a felicidade da Adriana, por isso fica inventando esse tipo de barbaridade, não é?!
Karina, é claro, entrou na briga para apoiar a nora.
— Exatamente, mãe! Uma mulher como ela não pode mais ficar na família Lucca. Mais cedo ou mais tarde, ela vai acabar matando todos nós!
Wilson falou, com uma voz sombria e ameaçadora.
— Dona Franciely, eu vim de bom grado visitar a minha filha e acabo me deparando com uma barbaridade dessas. É assim que a família Lucca trata a minha filha no dia a dia?
— Minha filha abriu mão de se casar novamente, suportou nove meses de sofrimento para preservar a honra e gerar a linhagem da sua família! E em vez de gratidão, vocês permitem que ela seja humilhada e pisoteada dessa forma?!
— A senhora não acha que me deve uma explicação?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...