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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 106

Mas as palavras já haviam escapado, não havia como voltar atrás, então ele apenas engoliu em seco e continuou.

— O evento de caridade de amanhã será transmitido ao vivo. Você poderá ver quais itens estarão no leilão e, se gostar de algum, é só me dizer.

O leilão de caridade anual foi realizado no maior salão de banquetes do Pavilhão Imperial.

O frio impiedoso não diminuiu em nada o entusiasmo de todos.

Todos compareceram vestidos a rigor.

As mulheres exibiam maquiagens impecáveis e joias deslumbrantes, exalando pura opulência.

Os homens vestiam ternos de alta alfaiataria, demonstrando todo o seu poder e riqueza.

Na superfície, estavam ali para o leilão de caridade, mas, na realidade, era um palco para fazer contatos na alta sociedade e pavimentar o caminho para interesses próprios.

Carlos abriu a porta do carro pessoalmente.

Naiara saiu do veículo vestindo um deslumbrante vestido de noite frente única em tons de azul-gelo degradê.

Pedrarias e diamantes luxuosos adornavam o tecido, enquanto o corte de proporção áurea esculpia e exibia perfeitamente a sua silhueta impecável.

Com traços delicados e pele de porcelana, ela exalava uma nobreza natural e estonteante.

Até aquele momento, Carlos ainda estava imerso naquela beleza de tirar o fôlego.

Ele nunca imaginou que a sua esposa pudesse ser tão deslumbrante.

Carlos estendeu a mão, com a intenção de segurar a de Naiara.

Naiara, contudo, deslizou a mão para debaixo do braço dele, entrelaçando-se de forma polida, e assim adentraram o salão.

Atrás deles, a sombra que os seguia exibia uma expressão de profundo desagrado.

Para não se deixar ofuscar por Naiara, Vitória vestiu uma peça de alta-costura e contratou um maquiador renomado para prepará-la.

Mas, para sua frustração, ainda assim foi ofuscada.

— Carlos!

Vitória levantou a barra do vestido e correu atrás deles. — Espera por mim!

Carlos a advertiu em voz baixa:

— Assim que entrarmos, preste atenção à sua postura e modos. Não diga nem faça besteiras, ou você vai envergonhar toda a família Lucca.

Vitória resmungou: — Já sei, você veio repetindo isso o caminho todo.

Naiara varreu o salão com os olhos e seu olhar parou em uma figura familiar.

Era José.

Mas não havia sinal de Afonso.

Ela imaginou que ele provavelmente detestasse aquele tipo de evento cheio de falsidades e atuações.

José acenou levemente com a cabeça para Naiara, como um cumprimento.

Naiara sorriu internamente.

Aquele Wilson já tinha vivido mais de meia vida e ainda não havia aprendido a esconder as emoções.

Mas também era provável que ele se achasse poderoso o suficiente para ter o direito de ser arrogante, sem precisar fingir.

De fato, "tal pai, tal filha".

Adriana era, sem dúvida, a filhinha preciosa de Wilson.

Andava com o nariz empinado, olhando todos de cima.

— Carlos, preciso falar com você. — disse Wilson.

Carlos foi obediente:

— Claro.

Em seguida, virou-se para Naiara e ordenou: — Caminhe um pouco sozinha. Eu te encontro mais tarde.

— Tudo bem. — ela respondeu friamente.

Assim que Naiara se virou, percebeu que Vitória não parava de olhar em volta.

Parecia estar procurando alguém.

Aquele devia ser o verdadeiro motivo para ela ter insistido tanto em vir hoje.

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