Naiara abriu um sorriso carregado de significado.
— Procurando alguém?
— Não é da sua conta. — retrucou Vitória.
— Ele não veio.
— Como você sabe quem eu estou procurando?
— Afonso.
— Como você sabe que eu procuro por ele?
— Naquele dia no centro imobiliário, os seus olhos quase saltaram do rosto de tanto encará-lo.
Vitória bufou, irritada.
Naiara decidiu provocá-la um pouco mais.
— Você gosta dele?
Para sua surpresa, Vitória não tentou disfarçar.
— Sim, e daí?!
Uma confissão bem direta.
Naiara a alertou: — E você não perguntou se ele tem uma noiva?
Vitória não deu a mínima.
— Claro que sei que ele tem uma noiva. Mas o que importa? Noiva é só alguém com quem ele ainda não casou. Não é esposa. Pessoas com esposas se divorciam o tempo todo, quanto mais de uma noiva.
Naiara ponderou por um momento.
Bom, ela não podia dizer que aquela lógica estava totalmente errada.
— Então, você quer correr atrás dele?
Não encontrando quem queria ver, Vitória recuou o olhar, desapontada.
— E qual é o problema? Não posso?
Naiara sorriu friamente: — Pode, por que não? A decisão é sua.
O único problema era quando a donzela tem interesse, mas o cavaleiro nem sonha com isso.
Vitória olhou na direção de Carlos.
Ele estava em uma conversa séria com Wilson.
Vitória descontou a sua frustração em Naiara, provocando-a de propósito:
— Viu só? O tio Wilson gosta muito do meu irmão.
Naiara ergueu uma sobrancelha: — E?
— E você não sente que está sobrando aqui?
Fábio ergueu uma sobrancelha de forma provocativa. — Ela tem um rostinho bonito, mas a alma é podre. Parece que a educação na família Lucca deixa muito a desejar.
Naiara conteve o riso.
— Ela foi muito mimada.
Vitória protestou, extremamente ofendida: — Quem você pensa que é?! Como ousa falar assim comigo? Por que está me xingando?!
— Eu não só quero xingar, como também quero bater! Acabei de sair da cadeia e as minhas mãos estão coçando.
Vitória tomou um susto.
— Você... você acabou de sair da prisão?
— Isso mesmo. Matei um cara e fui preso.
Vitória deu um passo para trás.
— Você matou...
Fábio deu um sorriso sinistro: — Sim. Não só matei, como esquartejei. Cortei o corpo em pedacinhos. Estava tudo ensanguentado, e então...
Vitória tapou os ouvidos imediatamente.
— Para de falar, você...
— Sr. Fábio.
Carlos encerrou a conversa com Wilson e se aproximou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...