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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 107

Naiara abriu um sorriso carregado de significado.

— Procurando alguém?

— Não é da sua conta. — retrucou Vitória.

— Ele não veio.

— Como você sabe quem eu estou procurando?

— Afonso.

— Como você sabe que eu procuro por ele?

— Naquele dia no centro imobiliário, os seus olhos quase saltaram do rosto de tanto encará-lo.

Vitória bufou, irritada.

Naiara decidiu provocá-la um pouco mais.

— Você gosta dele?

Para sua surpresa, Vitória não tentou disfarçar.

— Sim, e daí?!

Uma confissão bem direta.

Naiara a alertou: — E você não perguntou se ele tem uma noiva?

Vitória não deu a mínima.

— Claro que sei que ele tem uma noiva. Mas o que importa? Noiva é só alguém com quem ele ainda não casou. Não é esposa. Pessoas com esposas se divorciam o tempo todo, quanto mais de uma noiva.

Naiara ponderou por um momento.

Bom, ela não podia dizer que aquela lógica estava totalmente errada.

— Então, você quer correr atrás dele?

Não encontrando quem queria ver, Vitória recuou o olhar, desapontada.

— E qual é o problema? Não posso?

Naiara sorriu friamente: — Pode, por que não? A decisão é sua.

O único problema era quando a donzela tem interesse, mas o cavaleiro nem sonha com isso.

Vitória olhou na direção de Carlos.

Ele estava em uma conversa séria com Wilson.

Vitória descontou a sua frustração em Naiara, provocando-a de propósito:

— Viu só? O tio Wilson gosta muito do meu irmão.

Naiara ergueu uma sobrancelha: — E?

— E você não sente que está sobrando aqui?

Fábio ergueu uma sobrancelha de forma provocativa. — Ela tem um rostinho bonito, mas a alma é podre. Parece que a educação na família Lucca deixa muito a desejar.

Naiara conteve o riso.

— Ela foi muito mimada.

Vitória protestou, extremamente ofendida: — Quem você pensa que é?! Como ousa falar assim comigo? Por que está me xingando?!

— Eu não só quero xingar, como também quero bater! Acabei de sair da cadeia e as minhas mãos estão coçando.

Vitória tomou um susto.

— Você... você acabou de sair da prisão?

— Isso mesmo. Matei um cara e fui preso.

Vitória deu um passo para trás.

— Você matou...

Fábio deu um sorriso sinistro: — Sim. Não só matei, como esquartejei. Cortei o corpo em pedacinhos. Estava tudo ensanguentado, e então...

Vitória tapou os ouvidos imediatamente.

— Para de falar, você...

— Sr. Fábio.

Carlos encerrou a conversa com Wilson e se aproximou.

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