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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 105

Carlos pareceu soltar um suspiro de alívio.

— Por que você pensou em fazer isso?

Naiara sorriu gentilmente: — Porque sou sua esposa e, conhecendo as suas limitações, posso fazer por você aquilo que não pode.

Na frente de Adriana, Carlos segurou a mão de Naiara.

— Naiara, você...

Como ele nunca tinha percebido que sua esposa era uma mulher tão compreensiva?

Naiara deu um sorriso doce: — Não precisamos de formalidades entre nós. Tudo o que faço por você é meu dever.

Em seguida, ela mudou sutilmente o tom.

— E não culpe a cunhada por ter delatado a Felícia para a vovó, mas...

Naiara adotou um tom melancólico.

— A Felícia só fez aquilo por preocupação comigo. Você sabe, minha saúde não está boa ultimamente. Ela temia que, se eu ficasse um dia sem comer, a doença piorasse e eu não pudesse acompanhá-lo em seus eventos. Foi apenas por isso.

Aquelas palavras fizeram Carlos ter uma epifania.

E era exatamente esse o resultado que Naiara queria.

Se Adriana sabia semear a discórdia, ela também sabia.

Isso se chamava dar o troco na mesma moeda.

Carlos lançou um olhar para Adriana.

Havia insatisfação e culpa em seus olhos.

Objetivo alcançado.

Naiara retirou-se de cena.

— Bom, Carlos, preciso descansar. O médico disse que não posso virar a noite, senão a recuperação será ainda mais lenta.

— Fique mais um pouco com a cunhada. Afinal, sem o Nilton e com o César tão pequeno, ela deve se sentir muito sozinha. Ela precisa de companhia agora.

Assim que terminou de falar, Naiara virou-se e partiu.

Com uma postura elegante e imponente.

O olhar de Carlos a seguiu por um instante, e de repente, ele perdeu o ânimo.

— Descanse bem. Eu também vou para o meu quarto.

Adriana correu e o abraçou por trás.

— Carlos, me desculpe, eu não sabia que seus sentimentos pela Felícia eram tão profundos.

Ver a mulher que amava em um estado tão desolador o deixou desesperado de compaixão.

Naquele momento, ele jurou a si mesmo que cuidaria dela e faria companhia para o resto da vida.

Por isso, agora, o coração de Carlos amoleceu novamente.

Ele estendeu a mão e enxugou as lágrimas do rosto de Adriana.

— Tudo bem, eu falei demais. Não fique triste.

Adriana aproveitou a brecha e afundou-se em seus braços.

— Carlos, eu só tenho você. Ouvir você falar assim dói mais do que a morte.

Carlos só pôde consolá-la com palavras doces.

— Não vou mais duvidar de você. Fui eu quem pensou demais. Seja boazinha. No leilão de caridade de amanhã, se vir algo de que goste, eu arremato para você.

Ao ouvir isso, Adriana exultou por dentro.

— É sério?

Mas Carlos arrependeu-se da promessa logo em seguida.

Porque ele havia dito exatamente as mesmas palavras à sua esposa.

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