— Que raro você ter a iniciativa de querer vê-lo.
De fato.
Desde que Adriana se mudara com a criança, Naiara nunca havia pisado voluntariamente naquele quarto.
Hoje era uma exceção inédita.
Tudo porque queria evitar aquele beijo asqueroso.
E também não queria dividir o mesmo espaço com Carlos por muito tempo.
Isso só geraria mais ódio dentro dela.
E o ódio faz as pessoas perderem a razão.
Ao ver Naiara entrar, Adriana ficou visivelmente surpresa.
— Cunhadinha?
Naiara forçou um sorriso pálido: — Vim ver o César.
O bebê estava deitado no berço, agitando os bracinhos e as perninhas.
Naiara aproximou-se, curvou-se e tocou suavemente a bochecha do menino com a ponta do dedo.
Ele era gordinho e, de fato, muito fofo.
Inconscientemente, Naiara tocou o próprio ventre.
Como seria o filho dela?
Seria mais parecido com ela, ou com...
A mãozinha de César de repente agarrou o dedo de Naiara.
O toque macio despertou a ternura no coração de Naiara.
Que culpa tinha a criança?
Era apenas uma vítima inocente de toda essa sujeira.
Carlos parou atrás de Naiara: — Parece que ele gostou muito de você.
Naiara recolheu o dedo e não disse nada.
A imagem dos dois, lado a lado em frente ao berço, feriu os olhos de Adriana.
Para quem visse de fora, pareceria que o filho era deles.
— Cunhada, ouvi o Carlos dizer que amanhã vocês irão a um leilão de caridade. Você precisa usar uma roupa bem bonita, para dar orgulho ao Carlos e não o envergonhar.
Naiara desviou o olhar da criança.
Ela ainda não tinha coragem de tirar o sangue do bebê.
Mas, se não tirasse, como faria o teste de DNA...
Vendo o silêncio de Naiara, Carlos alertou:
— Adriana está falando com você.
Naiara: — Eu sei que, no fundo, você não queria que a Felícia partisse.
— Afinal, ela cuidou de você com toda dedicação por tantos anos. Tratava você como se fosse o próprio filho.
— A relação entre você e a Felícia não era apenas de patrão e empregada.
Carlos parecia desconfortável.
— Por que está falando disso agora?
— Eu sei que você tem suas ressalvas e muitas limitações. Eu entendo, e a Felícia também entende.
Carlos suspirou: — Ela deve me odiar muito agora.
Naiara: — Não, ela não o odeia.
Carlos: — Como você sabe?
Naiara deu um sorriso carregado de significado.
— Porque eu já expliquei tudo a ela por você. E também dei todas as minhas economias como compensação. Prometi visitá-la com frequência, assim você pode ficar tranquilo.
Naiara escondeu de propósito o fato de ter levado Felícia para o Pátio do Luar.
Ao terminar, Naiara lançou um olhar cortante para Adriana.
O rosto da bela amante mudou de cor várias vezes.
Aquela expressão de quem queria falar, mas não podia, era realmente impagável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...