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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 104

— Que raro você ter a iniciativa de querer vê-lo.

De fato.

Desde que Adriana se mudara com a criança, Naiara nunca havia pisado voluntariamente naquele quarto.

Hoje era uma exceção inédita.

Tudo porque queria evitar aquele beijo asqueroso.

E também não queria dividir o mesmo espaço com Carlos por muito tempo.

Isso só geraria mais ódio dentro dela.

E o ódio faz as pessoas perderem a razão.

Ao ver Naiara entrar, Adriana ficou visivelmente surpresa.

— Cunhadinha?

Naiara forçou um sorriso pálido: — Vim ver o César.

O bebê estava deitado no berço, agitando os bracinhos e as perninhas.

Naiara aproximou-se, curvou-se e tocou suavemente a bochecha do menino com a ponta do dedo.

Ele era gordinho e, de fato, muito fofo.

Inconscientemente, Naiara tocou o próprio ventre.

Como seria o filho dela?

Seria mais parecido com ela, ou com...

A mãozinha de César de repente agarrou o dedo de Naiara.

O toque macio despertou a ternura no coração de Naiara.

Que culpa tinha a criança?

Era apenas uma vítima inocente de toda essa sujeira.

Carlos parou atrás de Naiara: — Parece que ele gostou muito de você.

Naiara recolheu o dedo e não disse nada.

A imagem dos dois, lado a lado em frente ao berço, feriu os olhos de Adriana.

Para quem visse de fora, pareceria que o filho era deles.

— Cunhada, ouvi o Carlos dizer que amanhã vocês irão a um leilão de caridade. Você precisa usar uma roupa bem bonita, para dar orgulho ao Carlos e não o envergonhar.

Naiara desviou o olhar da criança.

Ela ainda não tinha coragem de tirar o sangue do bebê.

Mas, se não tirasse, como faria o teste de DNA...

Vendo o silêncio de Naiara, Carlos alertou:

— Adriana está falando com você.

Naiara: — Eu sei que, no fundo, você não queria que a Felícia partisse.

— Afinal, ela cuidou de você com toda dedicação por tantos anos. Tratava você como se fosse o próprio filho.

— A relação entre você e a Felícia não era apenas de patrão e empregada.

Carlos parecia desconfortável.

— Por que está falando disso agora?

— Eu sei que você tem suas ressalvas e muitas limitações. Eu entendo, e a Felícia também entende.

Carlos suspirou: — Ela deve me odiar muito agora.

Naiara: — Não, ela não o odeia.

Carlos: — Como você sabe?

Naiara deu um sorriso carregado de significado.

— Porque eu já expliquei tudo a ela por você. E também dei todas as minhas economias como compensação. Prometi visitá-la com frequência, assim você pode ficar tranquilo.

Naiara escondeu de propósito o fato de ter levado Felícia para o Pátio do Luar.

Ao terminar, Naiara lançou um olhar cortante para Adriana.

O rosto da bela amante mudou de cor várias vezes.

Aquela expressão de quem queria falar, mas não podia, era realmente impagável.

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