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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 103

Naiara não entendeu o que ele quis dizer.

Mas também não teve interesse em perguntar.

Achou que era apenas um comentário aleatório de criança.

Virou-se para entrar em casa, e, justo quando ia fechar a porta, as palavras venenosas de Franciely ecoaram.

Um contraste brutal com a fachada amigável de antes.

Agora, o tom de Franciely transbordava desprezo.

— O sol deve ter nascido no oeste hoje. Em três anos, essa sua sogra nunca pisou aqui e, do nada, lembrou-se de nos visitar.

— Acha mesmo que ela veio vê-lo de passagem? Ela veio de propósito.

— Agora que a família Jasmim está em decadência, ela quer se agarrar à família Lucca. Até trouxe o próprio filho para estreitar laços. Está na cara que veio puxar o saco e pavimentar o caminho para o filhinho dela.

— Quando a família Jasmim estava no auge, nunca vi essa sua sogra ser tão submissa.

— Eu, do fundo do meu coração, desprezo gente dessa laia. Acha que, só por ter casado a filha com um Lucca, pode usar nossa influência para resolver os problemas dela?

— Aquela filha dela não tem voz nenhuma nesta casa, e ainda querem tirar proveito?

Do início ao fim, Carlos não disse uma única palavra em defesa.

As mãos de Naiara apertaram a maçaneta com força.

Ela temia perder o controle e entrar lá para dar uns bons tapas no rosto de Franciely.

Logo, Franciely mudou de assunto.

— A empresa perdeu vários talentos técnicos recentemente. Sinto que alguém está sabotando os bastidores.

— Carlos, você precisa investigar a fundo. Descubra se há um traidor na empresa ajudando aquele Afonso Xavier a roubar nossos funcionários.

Só então Carlos falou.

— Eu sei, vovó.

Naiara ficou lá fora, respirando o ar gélido, antes de entrar.

Era o único jeito de suprimir as emoções prestes a explodir.

A preocupação de Carlos não parecia fingida.

— Por que demorou tanto? E não falei para vestir algo mais quente?

Naiara desprezava profundamente aquele falso afeto.

— Fiquei conversando com a minha mãe.

Carlos seguiu Naiara até o quarto.

— Parecia que sua mãe tinha algo mais a dizer, o que era?

Naiara cerrou os dentes.

— Ela queria agradecer à família Lucca por ainda me acolher.

Naiara paralisou.

— Por que a ideia de uma lua de mel agora?

Carlos: — Considere isso como uma recompensa para você.

Naiara, com os braços soltos, sentia profundo nojo daquele abraço, mas não podia empurrá-lo.

— Não precisa. Você anda tão ocupado, se tiver tempo, é melhor descansar em casa.

Ela de repente sentiu uma enorme repulsa por aquela vida passiva.

Dois meses pareciam uma eternidade naquele momento.

Carlos finalmente a soltou.

E com um gesto carinhoso, tocou a ponta do nariz empinado dela.

— Minha esposa está cada vez mais compreensiva.

Aquela palavra esposa deu arrepios em Naiara.

Quando o beijo de recompensa de Carlos estava prestes a tocá-la, Naiara falou apressadamente.

— Carlos, eu quero ver o César.

Como esperado, a tática funcionou perfeitamente.

Carlos pareceu muito satisfeito.

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