Carlos: — No futuro, Pedro pode vir mais vezes à nossa casa.
Essa era a frase que Luciana mais ansiava ouvir.
— Pedro, ouviu isso? Seu cunhado disse para você vir mais vezes. Você precisa aprender muito com ele.
Pedro não respondeu, virando o rosto e observando Vitória Lucca saindo do quarto com o nariz empinado.
— Irmão, o César parece ter crescido um pouco, e os traços dele estão cada vez mais parecidos com...
— Vitória!
Franciely a repreendeu com severidade.
Vitória calou-se imediatamente.
Droga!
Quase falou demais na frente de estranhos.
Naiara deu um sorriso frio internamente.
Aquela Vitória realmente não tinha filtro.
Os traços de César Lucca tinham, de fato, algumas semelhanças com Adriana.
Mas não se pareciam em nada com Carlos.
— Carlos, vim hoje especialmente para lhe agradecer. — Luciana disse de repente.
Carlos: — Me agradecer?
— Sim, agradecer por nos ajudar...
— Mãe! — Naiara gritou.
Luciana tomou um susto.
— Menina, o que você...
— Mãe. — Naiara piscou discretamente para ela. — Carlos trabalhou o dia todo, não o perturbe mais. Deixe-o descansar.
Aquele grupo estava cheio de segundas intenções, cada um com seus próprios cálculos.
Atuar naquela farsa era extremamente exaustivo.
Luciana rapidamente entendeu a indireta e apressou-se a dizer: — Ah, sim, sim. Eu já devia ter ido. Seu pai está me esperando para jantar.
Franciely fez uma falsa tentativa de retê-los: — Já que raramente vêm, fiquem para o jantar.
Luciana: — Não, obrigada. O pai da Naiara está sozinho em casa, fico preocupada.
Enquanto falava, Luciana olhou para o portão principal e baixou a voz.
Mas suas palavras saíram entre dentes.
— Aquela velha não é fácil. Pensando bem, ela nunca aprovaria nos emprestar uma quantia tão grande. Parece que o Carlos realmente tem consideração por você. Não vá decepcioná-lo.
— Você ouviu lá dentro, a velha está te culpando por não dar à luz um menino. Você tem que se apressar.
Pedro, de lado, soltou uma frase despreocupada: — Mãe, não ter um filho é necessariamente culpa da minha irmã? Se o homem que planta a semente tem algum defeito, não adianta o esforço da minha irmã.
Luciana: — Você é muito novo para se meter em assuntos de adultos, fique quieto!
Pedro sorriu, debochado: — Tenho vinte e quatro anos, já sou um homem adulto e normal.
Luciana deu um tapa simbólico nele: — Entre logo no carro, ainda tenho coisas a dizer à sua irmã.
Mas Pedro a puxou para dentro do veículo.
— Está um frio do cão, o que mais tem para falar? Vamos para casa logo.
Luciana foi arrastada para dentro.
Antes de entrar no carro, Pedro abaixou-se e sussurrou no ouvido de Naiara:
— A vingança de hoje, eu farei por você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...