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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 101

O choro de um bebê ecoou pelo quarto.

Franciely perguntou, com o coração apertado: — Débora, vá ver rápido, o que houve com o pequeno herdeiro? Por que chora tanto?

Depois de falar, virou-se para Luciana.

— Desde que temos este bisneto em casa, meus velhos ossos têm cada vez mais esperança. Eu temia que, com a partida do meu neto mais novo, a família Lucca fosse definhar sem herdeiros. Quem diria que a mulher do meu falecido neto deixaria uma semente para a honra da família Lucca.

Aquilo soou como veneno aos ouvidos.

Era uma alfinetada óbvia, ridicularizando Naiara Jasmim por sua esterilidade.

Mas Luciana só pôde se fazer de surda e muda, lançando um olhar de censura para Naiara.

Pedro Jasmim franziu os lábios e disse casualmente:

— Vovó, ouvi dizer que a culpa por não ter filhos não recai apenas sobre a mulher. Quem sabe, o problema seja do homem.

Luciana não conseguiu impedi-lo a tempo.

— A saúde da minha irmã é impecável.

Franciely abriu a boca e por pouco não contou a verdade.

O caso da inseminação com sêmen e da traição de Adriana Fontana era um segredo guardado a sete chaves, restrito apenas aos membros da família Lucca.

Para os de fora, o silêncio era absoluto.

Por isso, Luciana e os outros sempre acreditaram que a criança de Adriana era um filho póstumo do Sr. Nilton Lucca.

Neste momento, Franciely teve que engolir em seco.

Não podia revelar a verdade apenas para provar a virilidade do seu neto mais velho.

Embora Naiara não sentisse afeto por Pedro.

Naquele instante, ela o aplaudiu mentalmente.

Débora saiu do quarto.

— Senhora, o pequeno herdeiro está ótimo. Ele só estava com fome, já mamou e agora está brincando feliz com a Srta. Vitória.

Franciely finalmente relaxou.

— Diga à babá para cuidar dele com o máximo de atenção. Se o pequeno herdeiro sofrer um arranhão que seja, ela me pagará caro.

A perfeita imagem de uma matriarca aristocrática.

Luciana revirava os olhos mentalmente.

Mas seu rosto mantinha um sorriso radiante.

O motivo de sua visita hoje não era um mero acaso.

Ela viera de propósito.

Até Naiara se sentiu desconfortável ao ver a cena.

A arrogância no rosto de Franciely era impossível de esconder: — Hm, chegou.

— Sua sogra veio especialmente para vê-lo. Sente-se aqui com ela.

Carlos obedeceu e sentou-se.

Luciana forçou um sorriso.

— Pedro, o que está esperando? Cumprimente seu cunhado!

Pedro disse, com um tom desleixado: — E aí, cunhado.

— Este é o Pedro?

Carlos só vira Pedro uma vez no casamento, então sua lembrança era vaga.

Luciana: — Sim, vocês só se viram no casamento. Depois ele foi estudar no exterior e voltou há poucos dias. Pensei em trazê-lo para conhecer o cunhado, para que ele entenda que sempre há alguém superior.

Carlos, obviamente, adorava ouvir esse tipo de bajulação.

— Como diz o ditado, filho de peixe, peixinho é. Com um pai como meu sogro, imagino que o filho não seja menos capaz.

Luciana: — Ainda assim, ele precisará muito da sua orientação e dos seus conselhos no futuro, cunhado.

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