O choro de um bebê ecoou pelo quarto.
Franciely perguntou, com o coração apertado: — Débora, vá ver rápido, o que houve com o pequeno herdeiro? Por que chora tanto?
Depois de falar, virou-se para Luciana.
— Desde que temos este bisneto em casa, meus velhos ossos têm cada vez mais esperança. Eu temia que, com a partida do meu neto mais novo, a família Lucca fosse definhar sem herdeiros. Quem diria que a mulher do meu falecido neto deixaria uma semente para a honra da família Lucca.
Aquilo soou como veneno aos ouvidos.
Era uma alfinetada óbvia, ridicularizando Naiara Jasmim por sua esterilidade.
Mas Luciana só pôde se fazer de surda e muda, lançando um olhar de censura para Naiara.
Pedro Jasmim franziu os lábios e disse casualmente:
— Vovó, ouvi dizer que a culpa por não ter filhos não recai apenas sobre a mulher. Quem sabe, o problema seja do homem.
Luciana não conseguiu impedi-lo a tempo.
— A saúde da minha irmã é impecável.
Franciely abriu a boca e por pouco não contou a verdade.
O caso da inseminação com sêmen e da traição de Adriana Fontana era um segredo guardado a sete chaves, restrito apenas aos membros da família Lucca.
Para os de fora, o silêncio era absoluto.
Por isso, Luciana e os outros sempre acreditaram que a criança de Adriana era um filho póstumo do Sr. Nilton Lucca.
Neste momento, Franciely teve que engolir em seco.
Não podia revelar a verdade apenas para provar a virilidade do seu neto mais velho.
Embora Naiara não sentisse afeto por Pedro.
Naquele instante, ela o aplaudiu mentalmente.
Débora saiu do quarto.
— Senhora, o pequeno herdeiro está ótimo. Ele só estava com fome, já mamou e agora está brincando feliz com a Srta. Vitória.
Franciely finalmente relaxou.
— Diga à babá para cuidar dele com o máximo de atenção. Se o pequeno herdeiro sofrer um arranhão que seja, ela me pagará caro.
A perfeita imagem de uma matriarca aristocrática.
Luciana revirava os olhos mentalmente.
Mas seu rosto mantinha um sorriso radiante.
O motivo de sua visita hoje não era um mero acaso.
Ela viera de propósito.
Até Naiara se sentiu desconfortável ao ver a cena.
A arrogância no rosto de Franciely era impossível de esconder: — Hm, chegou.
— Sua sogra veio especialmente para vê-lo. Sente-se aqui com ela.
Carlos obedeceu e sentou-se.
Luciana forçou um sorriso.
— Pedro, o que está esperando? Cumprimente seu cunhado!
Pedro disse, com um tom desleixado: — E aí, cunhado.
— Este é o Pedro?
Carlos só vira Pedro uma vez no casamento, então sua lembrança era vaga.
Luciana: — Sim, vocês só se viram no casamento. Depois ele foi estudar no exterior e voltou há poucos dias. Pensei em trazê-lo para conhecer o cunhado, para que ele entenda que sempre há alguém superior.
Carlos, obviamente, adorava ouvir esse tipo de bajulação.
— Como diz o ditado, filho de peixe, peixinho é. Com um pai como meu sogro, imagino que o filho não seja menos capaz.
Luciana: — Ainda assim, ele precisará muito da sua orientação e dos seus conselhos no futuro, cunhado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...