Se não fosse embora logo, Marcelo não sabia se sairia dali com vida.
O guarda-costas recebeu a ordem e imediatamente pegou o celular para ligar para o 192.
Logo, o som estridente das sirenes cortou o céu noturno, e as luzes vermelhas e azuis iluminaram o beco escuro.
A polícia chegou primeiro.
Em seguida, o som da ambulância também chegou uivando, e os paramédicos entraram correndo com a maca.
— O ferido está aqui!
Beatriz foi amparada por Aline, completamente em choque, apenas olhando fixamente.
— Beatriz, não tenha medo, não é nada. O médico chegou, seu irmão com certeza vai ficar bem.
Aline também estava com o coração na mão; afinal, o estado de Marcelo era realmente assustador, e não se sabia a gravidade dos ferimentos.
...
Quando Marcelo foi colocado na ambulância, sentiu-se leve como uma pena, flutuando nas águas escuras.
Seu corpo parecia estar firmemente envolvido por algo, mas também sustentado por uma força invisível, balançando e subindo e descendo.
Em seus ouvidos havia um zumbido distante e abafado, como se estivesse separado por uma grossa camada de algodão.
Ele tentou abrir os olhos, mas sentia as pálpebras pesadas como chumbo.
Em sua visão, havia apenas um vermelho escuro caótico, ocasionalmente cortado por manchas de luz distorcidas que passavam rapidamente pela janela do carro.
Uma estranha sensação de falta de peso o atingiu, e Marcelo sentiu como se estivesse flutuando.
Ele pairava no ar e, ao olhar para baixo, conseguia ver o que acontecia.
Ele viu um grupo de pessoas em uniformes escuros trabalhando em volta de alguém deitado na maca, coberto de sangue.
Aquela pessoa estava pálida, com os olhos fechados, e o ferimento na testa ainda sangrava.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Despertar Depois dos 1460 dias