— Sua mãe realmente sabe que errou.
— Neste último período, pensei repetidamente sobre o assunto. O passado passa pela minha mente repetidas vezes, como um filme em minha cabeça.
— Eu estive absurdamente errada...
Sua voz começou a engasgar pelo choro contido:
— Depois de tudo o que aconteceu com nossa família, tudo dependia inteiramente de você para não desmoronar.
— Você precisava mediar a relação entre a família Oliveira e a Aeliana, além de cuidar das confusões do Henrique e do Felipe, sem mencionar que tinha que cuidar de mim e do seu pai...
— Rodrigo.
Daniela olhou para Rodrigo, com os olhos transbordando dor e culpa.
— Você também é meu filho... e você é apenas o irmão mais velho. Você... não precisava arcar com as consequências de todos nós, não precisava arrumar toda essa bagunça que nós fizemos.
— Mas ainda assim você escolheu assumir essa responsabilidade... Fui eu quem falhou com você. A família Oliveira falhou com você.
Rodrigo foi o primeiro filho de Daniela, como ela poderia não amá-lo? Acontece que, durante o último período, era como se houvesse uma cortina em sua mente, fazendo-a despejar toda a pressão em cima de Rodrigo.
Refletindo agora sobre o que havia feito, ela percebia o quanto havia sido insensível e irresponsável.
— E quanto a Aeliana...
Ao mencionar aquele nome, as lágrimas de Daniela finalmente começaram a cair, e ela as limpava sem jeito com as costas das mãos, balbuciando as palavras de forma desconexa.
— Quando decidimos trazê-la de volta, deveríamos tê-la tratado bem desde o início. Mas o que nós fizemos?
— Nós a tratamos como uma criada, como nosso saco de pancadas... Nós confundimos vidro com diamante, nós atiramos o afeto verdadeiro na lama... Abusamos do fato de que ela tinha um bom temperamento para pisar nela sem pena...
— Depois, as coisas só pioraram... Fomos nós quem a afastamos, fomos nós que a empurramos a ponto de nos cortar da sua vida... E o que aconteceu com Henrique...

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