O loiro e seus comparsas ficaram atordoados com a súbita emboscada e tentaram lutar, mas estava claro que não eram páreo para guarda-costas profissionais; em poucos movimentos, foram pressionados contra a parede com os braços torcidos nas costas.
Beatriz e Aline correram para o beco atrás dos seguranças; um cheiro forte de sangue misturado com o azedume de lixo atingiu seus rostos e Aline cobriu o nariz e a boca instintivamente.
Sob a luz fraca, elas viram imediatamente uma figura encolhida no canto da parede.
O coração de Beatriz afundou violentamente e ela correu cambaleando em direção a ele.
Ao ver claramente a pessoa no chão, ela respirou fundo, sentindo as pernas cederem.
Ela gritou:
— Marcelo! Marcelo, como você está?
Vendo-o com o rosto coberto de sangue e à beira da morte, Beatriz empalideceu de pavor. As lágrimas jorraram instantaneamente e ela tentou ampará-lo, desajeitada, com medo de tocá-lo e machucá-lo mais.
Ela implorou:
— Marcelo! Acorda! Não me assusta assim!
Marcelo abriu com dificuldade os olhos colados pelo sangue. Em sua visão embaçada, uma figura esbelta rompeu a penumbra e se lançou em sua direção.
Aquele vulto chegou ao seu lado, mãos geladas tocando seu rosto trêmulo, o choro ecoando ensurdecedor em seus ouvidos.
Aquela voz parecia tanto com a de Beatriz.
Marcelo tentou abrir a boca, mas nenhum som saiu. Ele usou o último resquício de força para tentar ver o rosto da irmã, mas antes que pudesse focar, a escuridão veio como uma maré violenta, engolindo completamente sua consciência restante.
A cabeça de Marcelo pendeu para o lado e ele mergulhou na escuridão total.
Beatriz gritou sacudindo o corpo dele:
— Marcelo! Marcelo! Acorda, Marcelo! Não me assusta!



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