Mas e depois?
Ele esperou semanas e não recebeu nenhuma notícia de Amália.
Quando ligava novamente, ela estava sempre "ocupada" ou o telefone dava "sem sinal".
Depois de algumas tentativas, Henrique entendeu.
A "ajuda" da irmã não passava de palavras bonitas para agradar os ouvidos.
Foi um desperdício ele ter mimado tanto a Amália no passado.
Com ressentimentos novos e antigos acumulados, Henrique já não tinha mais qualquer afeto por ela.
Henrique soltou um "humpf", baixo, mas carregado de um sarcasmo cortante.
— Eu sempre disse que ela só pensava nela mesma. Pena que nossa família só percebeu como ela é agora.
Henrique relembrou como Amália o tratara quando ele estava prestes a ser demitido e precisava de ajuda.
— Quando a família Oliveira estava bem, ela vinha correndo tirar proveito. Agora que a casa caiu, é óbvio que ela quer distância. Além disso, ela é casada com o Marcelo, está no time da família Costa. Quem sabe ela não participou do plano contra a nossa família?
Felipe permanecia ao lado, com a testa franzida.
Se fosse apenas Gustavo falando, ele ainda pensaria que a família Costa estava impedindo Amália de atender o telefone.
Mas se até Henrique dizia isso, não havia muito o que argumentar.
Felipe realmente não esperava que os sentimentos reais de Amália fossem tão frios.
— Eu nunca imaginei que a Amália fosse tão insensível. O pai sempre a mimou tanto, tudo de melhor ia para ela primeiro. Mesmo que a situação seja difícil, ela deveria pelo menos manter as aparências, não?
Com Gustavo doente desse jeito e Amália nem sequer aparecendo, era uma falta de humanidade tremenda.
Ele sempre achou que a irmã era apenas mimada e um pouco voluntariosa, mas não má.
Agora, parecia que era muito pior do que isso.


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