Ao menção de Amália, o choro de Daniela cessou abruptamente; seu olhar vacilou, ela baixou a cabeça e enxugou os cantos dos olhos com o lenço, sem responder de imediato.
Ao ouvir Felipe mencionar Amália, Gustavo, que mal se acalmara, abriu os olhos repentinamente, o peito voltando a arfar com violência:
— Não mencione aquela filha ingrata!
A voz fraca de Gustavo estava carregada de rancor e aversão pela filha.
Henrique e Felipe ficaram atônitos, olhando para o pai sem entender.
Na família Oliveira, Gustavo sempre mimou Amália mais do que a qualquer um. O que estava acontecendo?
Como o pai podia ter mudado de atitude tão repentinamente em relação a ela?
Considerando todos os privilégios que dera a Amália ao longo dos anos, o quanto Gustavo a tratara bem no passado era proporcional ao arrependimento que sentia agora.
Gustavo respirava com dificuldade, dizendo com ódio:
— E pensar que a família Oliveira a sustentou por tantos anos... Antes de se casar, ela fingia ser melhor que todos.
— O quanto nós a ajudamos para que ela se casasse com a família Costa... e o resultado? Agora que a casa caiu, ela se esconde na família Costa, vivendo como uma madame.
— Nem sequer atende a um telefonema. Para mim, ela já estava mancomunada com o Gervásio, só esperando para engolir a família Oliveira!
Se soubesse antes, ele deveria ter mandado Amália de volta para o interior; assim, não teria estragado tanto a relação com sua filha biológica por causa dela.
Felipe franziu a testa.
Achava que a situação não era tão simples.
Gustavo sempre amou Amália, e embora ela tivesse se casado com a família Costa, os Costa nunca gostaram dela devido ao que ela fez com Beatriz.
Portanto, o Grupo Oliveira cair nas mãos da família Costa não traria benefícios para Amália.
— Talvez a Amália esteja sendo mantida no escuro pela família Costa e não saiba...


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