Ele apontou para o caos no chão, querendo saber o que havia ocorrido em casa recentemente.
Rodrigo virou-se, o rosto inexpressivo, os olhos revelando cansaço e distanciamento.
Ele lançou um olhar para a porta fechada do quarto e respondeu com frieza:
— Eu não sei, pergunte ao papai.
Felipe hesitou, percebendo claramente algo errado no tom de Rodrigo.
— Rodrigo? Que papo é esse? Você esteve o tempo todo ao lado do pai. Agora que ele está no hospital, como pode não saber da situação?
Rodrigo repuxou o canto da boca em um sorriso sem calor, passando o olhar por Felipe e Henrique.
— Eu já disse que não sei. Se quiserem saber o que aconteceu, não me perguntem. Agora, minha palavra não vale nada nesta casa.
O tom de Rodrigo era calmo, não muito diferente do habitual.
No entanto, Felipe sentiu uma inexplicável e deliberada distância; parecia que Rodrigo estava traçando uma linha divisória.
Embora Rodrigo nunca fosse muito sociável, sua atitude com eles nunca fora tão distante.
Será que Rodrigo havia entrado em conflito com a família?
Caso contrário, por que agiria assim?
Henrique, que estava ao lado com uma expressão já fechada, sentiu-se ainda mais irritado com a atitude de Rodrigo e resmungou baixinho:
— O pai já está no hospital e o Rodrigo vem com essa cena agora...
Felipe franziu ainda mais a testa, encarando Rodrigo por alguns segundos como se tentasse decifrar seu rosto, mas acabou dizendo com seriedade:
— Tudo bem, vou entrar para ver o pai.


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