Depois de enviar a mensagem, Aline jogou o celular de lado e abraçou Beatriz e Aeliana novamente:
— Pronto! Ninguém mais com essa cara de enterro! Eu estou aqui! Com meu pai no comando, não tem erro! O que você tem que fazer agora é relaxar e esperar as notícias.
— Quem sabe, quando você acordar, já teremos notícias do seu irmão.
Ao ver o sorriso cheio de vitalidade e confiança de Aline, a tensão de Beatriz diminuiu um pouco. Ela segurou a mão de Aline com gratidão:
— Aline, obrigada... E Aeliana, obrigada também.
Ter feito amizade com Aeliana e Aline nessa vida já valia a pena.
— Agradecer pelo quê?
Aline disse sorrindo:
— Isso é coisa simples. Fique bem, pare de pensar besteira. Seu irmão com certeza não vai ter problema nenhum.
...
Enquanto isso.
No corredor do centro de emergência do Hospital Municipal.
O relógio da sala de reanimação marcava cinco da manhã.
A luz branca e fria refletia no chão polido, e o cheiro de desinfetante permeava o ar.
Daniela estava desabada no banco comprido, o rosto pálido, as mãos apertando com força um lenço encharcado, o corpo tremendo levemente.
Rodrigo estava ao lado dela, com uma mão apoiada no ombro da mãe, as sobrancelhas franzidas e os olhos vermelhos de cansaço.
Já havia se passado uma noite inteira desde que Gustavo fora levado às pressas para a emergência, após um ataque de fúria causado por Gervásio.

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