O médico suspirou:
— Se essa situação acontecer uma segunda vez, vocês precisam estar preparados psicologicamente.
— Nesse caso, mesmo que o tragam a tempo, talvez não haja nada que possamos fazer...
O médico não foi excessivamente explícito, mas Rodrigo e Daniela entenderam perfeitamente o que não foi dito.
Vendo a expressão de profunda tristeza na família do paciente, o médico não pôde deixar de oferecer algum consolo:
— Eu estou falando do pior cenário possível. Vocês não precisam ficar excessivamente preocupados.
— Desde que o paciente se cuide bem daqui para frente e não se irrite facilmente, não haverá grandes riscos. Mas se não houver moderação, de fato... é muito perigoso.
Daniela desmoronou completamente, chorando alto apoiada em Rodrigo.
— Como isso pôde acontecer... Gustavo, você não pode nos deixar...
Rodrigo segurava a mãe, sentindo o coração pesado como se uma pedra gigante o esmagasse. Ele olhou para o médico, com a voz rouca:
— Obrigado, doutor, nós entendemos. Vamos cooperar totalmente com o tratamento e os cuidados posteriores.
O médico assentiu:
— O paciente será transferido para a UTI cardíaca para observação em breve. Por enquanto, visitas não são permitidas.
— Vocês podem ir para casa descansar um pouco, tomar um banho e voltar amanhã.
Depois que o médico saiu, Daniela continuou chorando sem parar, agarrando com força o braço do filho mais velho:
— Rodrigo... o que vamos fazer... Se seu pai se for, o que será de nós? O que será de mim?
— Nossa família vai se despedaçar...
Rodrigo sentia-se irritado e impotente, mas só podia dar tapinhas nas costas da mãe e oferecer um consolo vazio:

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