Além disso, o comportamento de Jocelino foi aceitável e ele não a fez passar vergonha na frente de Santiago.
Aeliana pensou por um instante, decidiu não aprofundar e apenas soltou um leve "hum".
— Só desta vez. Se você aparecer assim sem avisar da próxima vez...
Mesmo sem terminar a frase, ambos sabiam o que significava.
Jocelino assentiu, compreendendo.
Ele sabia que fora um pouco atrevido hoje, mas estava morrendo de curiosidade para ver como era aquele amigo de infância dos rumores.
Agora que já o tinha visto, não haveria uma próxima vez.
Vendo que a atitude de Jocelino ao admitir o erro era boa, a expressão de Aeliana suavizou.
Ela tirou da bolsa o papel que Santiago lhe dera e o estendeu diante de Jocelino.
— Tome, veja isso.
Jocelino diminuiu a velocidade e, aproveitando a luz dos postes, correu os olhos pelo número e nome no papel, arqueando levemente a sobrancelha.
— O que é isso?
— Santiago me deu. Ele disse que é o número pessoal de um antigo colega dele que está servindo na fronteira. Se tivermos alguma emergência, podemos tentar contatá-lo.
Qualquer um que acompanhe as notícias sabe da complexidade do ambiente na fronteira, e o contato que Santiago forneceu estava ligado aos militares.
Em um momento de necessidade, isso poderia realmente ser útil.
Jocelino ficou em silêncio por alguns segundos, percebendo o cuidado de Santiago com Aeliana.
Na verdade, ele já tinha notado isso ao lidar com o outro homem há pouco.
O amigo de infância de Aeliana era detalhista, atencioso e tinha sentimentos profundos por ela.
Para ele, era de fato um... adversário formidável.
Mas, curiosamente, naquele momento, Jocelino não demonstrou desagrado ou ciúmes.


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