— Entendi. Então, quando voltarmos da fronteira, eu marco com ele para jantarmos nós dois com ele. Também vou preparar um presente para ele, como se fosse um presente de aniversário atrasado.
Os dois continuaram conversando sobre Santiago e sobre os preparativos para a viagem à fronteira.
Enquanto conversavam, o carro chegou ao Solar da Montanha.
Jocelino dirigiu suavemente para a garagem subterrânea; seu olhar passou por Aeliana, que estava calma no banco do passageiro, e ele lembrou das notícias econômicas da tarde.
Ele ponderou por um momento e decidiu falar, tentando manter o tom o mais neutro possível.
— Aeliana, você viu as últimas notícias financeiras hoje à tarde? A família Oliveira... parece estar com problemas.
Aeliana virou a cabeça para ele:
— O Grupo Oliveira?
Eles não tinham acabado de receber cem milhões do Grupo Barreto há pouco tempo? Como podiam estar com problemas de novo tão rápido?
— Sim.
Jocelino ligou a seta, estacionou o carro com precisão na vaga e explicou detalhadamente para Aeliana.
— Aquele Complexo Energético Serra Azul em que eles investiram recentemente teve uma falha grave. O responsável fugiu com o dinheiro, e agora eles enfrentam um rombo de cem milhões...
Ele narrou brevemente a crise que a família Oliveira enfrentava.
Aeliana ouviu em silêncio, sem grandes reações no rosto.
Jocelino continuou:
— A situação operacional da família Oliveira já não era boa este ano, e esta não é a primeira vez que aparecem notícias sobre atraso no pagamento dos funcionários.
— Agora, com o responsável fugindo com o dinheiro e deixando um buraco tão grande, eles não conseguem cobrir. Os salários não estão sendo pagos e a situação está caótica.
— Gustavo e Rodrigo devem estar desesperados tentando resolver isso.


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