Os três saíram da sala privada lado a lado, numa atmosfera sutil que mantinha uma paz superficial.
Santiago parou, virou-se para Aeliana e manteve o tom gentil de sempre:
— Aeliana, vou acompanhar vocês até aqui. Sobre a ida à fronteira, tenham todo o cuidado. Se precisarem de mim, podem me ligar a qualquer hora.
O olhar de Santiago demorou-se no rosto de Aeliana, carregando uma preocupação quase imperceptível.
— Eu farei isso, obrigada, Santiago.
Aeliana assentiu sorrindo, com sinceridade na voz.
Ela guardou a bondade dele no coração; quando voltasse, certamente daria um grande presente a Santiago.
Jocelino envolveu naturalmente os ombros de Aeliana e acenou para Santiago, com um tom firme e cortês.
— Sr. Laginha, obrigado pela hospitalidade de hoje. Já está tarde, vamos indo na frente.
— O Sr. Barreto é muito gentil.
Santiago retribuiu com um sorriso adequado, seu olhar parou brevemente nas mãos dadas dos dois e logo se desviou.
— Vão com cuidado.
Ele não disse mais nada, apenas ficou parado, observando Jocelino proteger Aeliana até o sedã preto discreto na beira da estrada.
Jocelino abriu a porta para Aeliana com cuidado, protegendo o topo da cabeça dela com a mão enquanto ela entrava no banco do passageiro.
Seus movimentos eram fluidos e naturais, carregados de uma intimidade e cumplicidade onde ninguém mais conseguia se intrometer.
Depois de fechar a porta, ele deu a volta para o banco do motorista e ligou o carro.
O veículo deslizou suavemente noite adentro.



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