Aeliana olhou para o bilhete que carregava um peso emocional profundo, depois ergueu os olhos para Santiago, cuja preocupação genuína transbordava.
Uma onda de calor percorreu seu coração.
Ela guardou o papel com cuidado e assentiu seriamente:
— Obrigada, Santiago. Vou guardar isso muito bem e terei cuidado redobrado.
Santiago pareceu suspirar aliviado ao ver que ela aceitara, e um sorriso gentil voltou a curvar seus lábios:
— Que bom. Quando se está longe de casa, a segurança é o mais importante. Vou esperar você voltar para me compensar pelo presente de aniversário.
Pensando no namorado de Aeliana, Santiago admitia para si mesmo que há muito tempo queria saber quem ele era; queria ver onde exatamente perdia para aquele homem.
Ele estava prestes a fazer uma pergunta sondadora quando a porta da sala privada recebeu batidas leves e foi empurrada.
Jocelino, impecável em um terno escuro sob medida, parou na entrada, e seus olhos pousaram imediatamente em Aeliana.
Ao ver a atmosfera agradável entre os dois, seus lábios se curvaram naturalmente em um sorriso suave.
— Parece que cheguei em boa hora?
A presença de Jocelino trazia uma aura impossível de ignorar, com uma postura calma e distinta.
Ele olhou para Santiago, acenou levemente com a cabeça e falou em tom firme:
— Olá, você deve ser o amigo de infância que a Aeliana mencionou.
Aeliana, um pouco surpresa, levantou-se:
— Jocelino? O que você faz aqui?
Ela logo fez as apresentações com naturalidade:
— Este é Santiago Laginha, meu amigo. E Santiago, este é o meu namorado, Jocelino Barreto.
Santiago também se levantou, e seu olhar cruzou brevemente com o de Jocelino.
Um lampejo de surpresa passou por seus olhos, claramente reconhecendo a identidade do outro, mas sua expressão logo voltou ao normal.
Ele estendeu a mão, nem humilde nem arrogante, com um sorriso educado.


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