As palavras de Odilon foram, para Gustavo, como uma corda de salvamento lançada repentinamente no meio do abismo.
Ele reprimiu a euforia e a agitação em seu peito. Sua voz soou um pouco seca devido ao nervosismo, mas ele se esforçou para manter a compostura.
— Tenho disponibilidade! Claro que tenho! Agradeço muito a preocupação do Sr. Barreto. Por favor, Odilon, transmita a ele que estarei lá pontualmente!
— Perfeito. Enviarei o endereço exato e o horário para o seu celular em breve. Até logo, Sr. Gustavo. Ansioso pela nossa futura cooperação.
Odilon encerrou a chamada com eficiência.
O telefone desligou, restando apenas o sinal de ocupado.
No entanto, Gustavo continuava segurando o celular com força, a palma da mão suada pela emoção.
Ele ainda estava atordoado com essa surpresa caída do céu.
Sempre aparece uma saída!
Gustavo jamais imaginou que a última chance do Grupo Oliveira viria através daquela filha que ele já havia descartado.
Era o Grupo Barreto!
Todos sabiam que o Grupo Barreto era o "gigante local" em Vale Tropical.
Bastava Jocelino bater o pé para todo o centro financeiro tremer três vezes.
E se o Grupo Barreto era o "gigante", o Grupo Oliveira era, no máximo, um jogador pequeno tentando nadar contra a corrente.
Portanto, cooperar com o Grupo Barreto era uma oportunidade de ouro para o Grupo Oliveira.
Ele precisava agarrar essa chance!
Gustavo levantou-se num salto, andando de um lado para o outro no escritório. O desespero e a melancolia de antes desapareceram, e seu rosto brilhava de excitação.
— Grupo Barreto... Jocelino...
Ele murmurava para si mesmo, com a luz da esperança reacendendo em seus olhos.
Imediatamente, pegou o telefone interno, com um tom de urgência e severidade inéditos.

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