Gustavo não desistiu e fez mais várias ligações consecutivas.
— Miguel, está com liquidez ultimamente? Precisava girar temporariamente uns R$ 25 milhões...
— Sr. Lopes, ouvi dizer que o senhor recuperou um capital recentemente? Será que poderia...
As respostas foram, sem exceção, recusas.
— Ah, Gustavo, que azar. Meu dinheiro está todo preso em futuros. Se você tivesse ligado alguns dias antes, talvez eu pudesse ajudar um pouco.
— Realmente é uma pena. Tente perguntar a outra pessoa.
— ...
— Gustavo, não é por mal, mas onde você estava antes? Com o mercado desse jeito, quem tem coragem de emprestar dinheiro?
Até que a última ligação foi encerrada.
O escritório mergulhou em um silêncio mortal.
Gustavo desabou na cadeira, olhando o tráfego intenso pela janela, sentindo apenas um frio percorrer todo o corpo.
Na hora do aperto, ninguém estende a mão...
Agora que o Grupo Oliveira enfrentava um momento crítico, Gustavo já havia recorrido a todos, e ninguém podia ajudá-lo.
Será que o Grupo Oliveira realmente terminaria assim?
Quando Gustavo estava prestes a ser engolido pelo desespero, o celular sobre a mesa vibrou.
Era um número local desconhecido.
Gustavo olhou com irritação. Não queria atender números estranhos, mas, por algum motivo inexplicável, deslizou o dedo para atender, com a voz carregada de cansaço e raiva residual.
— Alô? Quem fala?
Do outro lado da linha veio uma voz masculina jovem, calma e extremamente profissional.
— Olá, Sr. Gustavo Oliveira.
— Desculpe incomodá-lo. Sou Odilon, assistente especial do presidente do Grupo Barreto.
Grupo Barreto?

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