O olhar de Rodrigo passou levemente sobre aquele envelope pardo e lacrado.
Não sabia por que, mas sentiu um pressentimento ruim no coração.
— Sr. Barreto!
A voz alta de Gustavo explodiu em seus ouvidos.
Ao ver Jocelino, Gustavo levantou-se imediatamente com solicitude, estampando um sorriso caloroso no rosto.
— Desculpe incomodá-lo em meio à sua agenda lotada.
Rodrigo também se levantou seguindo o pai, com uma atitude respeitosa, mas sem adulação excessiva.
— Sr. Barreto.
Jocelino assentiu levemente, cumprimentando-os, e caminhou direto para sentar-se na cadeira principal.
Odilon permaneceu silenciosamente ao seu lado.
— Por favor, sentem-se.
A voz de Jocelino era plana, sem cortesias, indo direto ao ponto:
— Odilon já deve ter comunicado previamente aos senhores. Em relação à atual dificuldade de capital do Grupo Oliveira, o Grupo Barreto pode considerar um investimento.
Os olhos de Gustavo brilharam e seu corpo inclinou-se inconscientemente para a frente.
— Sim. Odilon já nos comunicou preliminarmente. Sou imensamente grato ao Sr. Barreto!
Gustavo não pôde deixar de suspirar, olhando para Jocelino à sua frente com aquele olhar de quem já estava medindo o futuro genro.
Ele realmente não esperava que a ajuda crucial viesse através da filha que ele antes desprezava.
— Sr. Barreto, o senhor está fazendo um enorme favor ao Grupo Oliveira desta vez!
— O senhor não sabe, antes eu...
Lembrando-se de como havia implorado a todos sem conseguir um centavo sequer, Gustavo sentiu vontade de desabafar suas mágoas com Jocelino.
Afinal, com o afeto que Jocelino demonstrava agora por Aeliana, era bem possível que ele se tornasse seu genro.
E, quando isso acontecesse, seriam todos uma família, e tudo ficaria mais fácil de resolver.
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