Seus olhos pousaram em Aeliana, ao lado de Jocelino, percebendo que se tratava de uma mulher e que a relação entre os dois parecia ser tudo, menos comum.
O sorriso do homem congelou instantaneamente, e seus olhos revelaram uma surpresa e uma curiosidade indisfarçáveis.
Ele mediu Aeliana de cima a baixo, como se estivesse avaliando um equipamento raro que acabara de surgir.
Não era de se estranhar que o homem estivesse realmente surpreso.
Conhecendo Jocelino há tantos anos, ele nunca o tinha visto acompanhado por uma mulher.
Na verdade, Jocelino sempre manteve uma distância respeitosa do sexo oposto.
Eles chegaram até a pensar, em certo momento, que Jocelino simplesmente não tinha interesse em mulheres.
E agora, depois de ficarem apenas um tempo sem se ver, aquela pedra de gelo eterna tinha finalmente florescido?
Jocelino percebeu o olhar dele. Seu braço envolveu naturalmente os ombros de Aeliana, trazendo-a para mais perto de si, e a apresentou com um tom de voz tranquilo.
— Jack, esta é minha noiva, Aeliana Oliveira.
Ele baixou a cabeça para olhar para Aeliana, suavizando a voz:
— Aeliana, este é o Jack, o dono deste lugar e um velho amigo.
— Noiva?
O pano de limpeza na mão de Jack quase caiu no chão. Seus olhos se arregalaram, e a surpresa em seu rosto rapidamente se transformou em incredulidade e uma curiosidade intensa.
De que mundo tinha descido essa deusa para conseguir domar um homem difícil como Jocelino?
Jack voltou a examinar Aeliana, cuidadosa e descaradamente, desde seu rosto sereno até sua postura ereta, como se tentasse encontrar nela o segredo para "capturar" Jocelino.
Aeliana sentiu o olhar avaliador de Jack, que não fazia questão de disfarçar, mas não se esquivou nem ficou constrangida.
Jack admirou-se internamente.
A moça parecia jovem, mas ali, parada ao lado de um monte de equipamentos pesados e de um homem como Jocelino, ela não parecia deslocada.



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