Aeliana ficou meio sem jeito com aquele gesto exagerado e fez um movimento para ele se levantar.
— Está bem, o importante é que você está bem.
Jocelino observava ao lado, com um leve sorriso nos lábios. Passou o braço pelo ombro de Aeliana e disse a Celso:
— Parou com o show por aqui? O carro está pronto?
— Prontíssimo!
Assim que Jocelino falou, Celso endireitou-se imediatamente, recuperando a postura eficiente, e os conduziu para fora.
— Conforme seu plano, nossa primeira parada é a loja de equipamentos do "Jack". Já avisei que iríamos.
Enquanto caminhava, ele não se esqueceu de olhar para trás e dizer a Aeliana, sorrindo:
— Aeliana, quando chegarmos lá, se tiver alguma dúvida, pode me perguntar.
— Ou pode perguntar ao Chefe também.
— Com a relação de vocês agora, o Chefe com certeza vai preferir que você pergunte a ele.
Comprar armas exigia prática, e ele, como subordinado, preferia não chamar muita atenção.
Além do mais, Celso sabia que seu chefe era ciumento. Se ele ofendesse o chefe, e se fosse despachado para a África?
Como esperado.
Assim que Celso soltou a brincadeira, Jocelino lançou-lhe um olhar de esguelha:
— Está querendo arranjar problema?
Celso encolheu o pescoço imediatamente e fez um gesto de fechar o zíper da boca, mas seus olhos ainda brilhavam com malícia.
Aeliana, observando a interação entre patrão e subordinado, não conseguiu conter o riso.

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