Jocelino ignorou a provocação e foi direto ao assunto:
— Sem enrolação. As coisas da lista estão prontas?
— Estão prontas!
Jack assentiu repetidamente, mas não resistiu a dar mais algumas olhadas em Aeliana.
— A Srta. Oliveira... também se interessa por equipamentos?
Ele perguntou de forma sondadora, claramente ainda curioso sobre a "noiva" de Jocelino.
Aeliana sorriu levemente:
— Tenho bastante interesse.
— Antes de hoje, só tinha visto essas coisas da sua loja em livros, nunca toquei nos verdadeiros. Então, desta vez, vim com o Jocelino para aprender um pouco.
A resposta de Aeliana foi humilde, mas firme; ela não exagerou, nem se mostrou intimidada.
Um brilho de aprovação passou pelos olhos de Jack. Ele finalmente guardou a maior parte de sua curiosidade e recuperou a astúcia e eficiência de um homem de negócios.
— Certo! Então, por favor, vamos entrar. Está tudo separado, só esperando vocês conferirem.
Ele se virou para guiá-los, mas não resistiu a sussurrar mais uma frase para Jocelino:
— Você mandou bem!
— Onde foi que você achou uma preciosidade dessas?
— E vou te dizer, essa presença dela combina muito com a sua.
Jocelino lançou-lhe um olhar de soslaio e não respondeu, mas o braço que envolvia Aeliana apertou-se ligeiramente, e os cantos de seus lábios se curvaram num arco quase imperceptível.
Afinal, eram velhos amigos.
Jack também sabia os limites. Depois de provocar Jocelino com aquela frase, ele os conduziu para a sala interna da loja de equipamentos.
A iluminação na sala interna era mais forte do que no saguão externo, e o ar estava impregnado com um cheiro forte de metal e óleo de arma.



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