A suíte possuía dois quartos, um de frente para o outro, cada um com seu banheiro independente.
Não era nada como Jocelino havia insinuado sobre ficarem no mesmo quarto.
Aeliana percebeu instantaneamente que Jocelino dissera aquelas coisas apenas para provocá-la.
Aeliana achou graça, mas também sabia que Jocelino escolhera dois quartos em respeito a ela.
Caso contrário, Jocelino poderia muito bem ter escolhido uma suíte de um quarto só.
Ela abriu a porta de um dos quartos para olhar; o espaço era amplo e as instalações completas.
— Hum, nada mal.
Aeliana assentiu, fingindo seriedade.
— Você é realmente um homem de "palavra".
Jocelino tirou o paletó, jogando-o casualmente sobre o braço do sofá, e desabotoou os dois botões superiores da camisa. Ao ouvir isso, riu levemente.
— Eu sempre cumpro minha palavra para você.
Vendo que já era tarde, Jocelino não planejava continuar provocando Aeliana.
Ele se aproximou e afagou a cabeça dela.
— Você deve estar cansada depois de tanto tempo de voo.
— Descanse um pouco primeiro, para se ajustar ao fuso horário.
— Mais tarde saímos para jantar e aproveitamos para conhecer os arredores.
Aeliana olhou para Jocelino; a luz amarela quente delineava sua figura alta, e uma intimidade simples, porém real, fluía silenciosamente pelo ar.
Pensou em como Jocelino cuidara de cada detalhe durante toda a viagem.
Aeliana respondeu suavemente, com uma ternura na voz que nem ela mesma percebeu.
— Está bem.
O movimento da mão de Jocelino na cabeça de Aeliana parou por um instante; ele pareceu captar aquela mudança sutil no tom dela, e os cantos de sua boca se ergueram imperceptivelmente.
Os dois descansaram um pouco.
Planejaram sair no dia seguinte para comprar os equipamentos.
Jocelino já havia deixado tudo arranjado, pedindo para Celso buscá-los no térreo no dia seguinte.


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