Jocelino havia mandado reservar o hotel com antecedência.
O hotel ficava no centro da cidade, discreto e luxuoso.
No check-in.
A recepcionista, vestindo um uniforme impecável, pegou os passaportes e as informações de reserva que Jocelino entregou. Após conferir rapidamente no computador, um sorriso profissional, padrão e caloroso, iluminou seu rosto enquanto ela fazia uma leve reverência.
— Boa noite, Sr. Barreto, Srta. Oliveira. Bem-vindos ao nosso hotel. Sua Suíte Presidencial na cobertura já está pronta.
A recepcionista finalizou os procedimentos com habilidade e entregou dois cartões-chave elegantes e uma carta de boas-vindas com as duas mãos.
— Aqui estão os cartões do quarto. Frutas de boas-vindas e sobremesas já foram preparadas na suíte. O serviço de mordomo 24 horas está ativado; se precisarem de algo, basta tocar a campainha de serviço no quarto.
Seu olhar passou educadamente pelos dois, e o tom tornou-se ainda mais respeitoso:
— Desejo a ambos uma excelente estadia e esperamos que nossos serviços sejam de seu agrado.
Jocelino pegou os cartões, agradeceu e, mais uma vez com naturalidade, pegou a pequena mala de mão de Aeliana. Com a outra mão, continuou abraçando-a enquanto caminhavam para o elevador.
Aeliana olhou para o comprovante de reserva do hotel que Jocelino havia pegado. Seu olhar parou por dois segundos na frase "Suíte de Luxo — 1 Quarto" (ou a implicação de acomodação conjunta), e então ela levantou os olhos, com um sorriso irônico, para o homem ao seu lado.
Sentindo o olhar dela, ele levantou a cabeça e ergueu uma sobrancelha:
— O que foi?
Aeliana balançou o comprovante na mão, com um tom de provocação:
— Não vai se explicar?
Jocelino manteve a expressão inalterada.
— Explicar o quê?
Aeliana olhou significativamente para o cartão do quarto.
Jocelino pareceu só então se dar conta, e explicou com naturalidade:
— A suíte é espaçosa, facilita para organizarmos o equipamento e discutirmos o itinerário. Além disso...
Ele virou a cabeça para olhá-la, e nos olhos por trás das lentes havia uma franqueza cheia de razão.
— Você é minha noiva agora. Há algum problema em morarmos juntos?
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