Era a oportunidade perfeita para levar Aeliana para passear e, de quebra, dar a ela algum treinamento.
Embora ele pretendesse levar uma equipe de segurança suficiente, a região da fronteira era, afinal, perigosa demais.
De qualquer forma, Aeliana precisava ter alguns meios de autodefesa.
Aeliana pensava da mesma forma.
A viagem para a fronteira envolvia perigos imprevisíveis, então ela deveria, sim, escolher uma arma adequada.
Com esse pensamento, Aeliana concordou prontamente.
— Tudo bem, eu vou com você.
— Eu nunca comprei essas coisas pessoalmente, será bom para abrir meus horizontes.
— Que horas o voo é?
— Vou arrumar minhas malas.
Ao pensar em ir comprar esses itens com Jocelino, Aeliana sentiu como se estivesse prestes a cumprir uma missão secreta; estranhamente, sentiu uma pitada de excitação.
E, para ser honesta.
Exceto pela vez em que viajou para tratar de Celso, fazia muito tempo que ela não saía sozinha para viajar.
Assim como Aeliana, ao pensar em viajar com ela, o tom de voz de Jocelino tornou-se visivelmente mais leve.
— Pedi para Odilon reservar o voo para amanhã às 13h. Passo para te buscar amanhã ao meio-dia, depois do expediente.
— Lembre-se de levar roupas e sapatos confortáveis. Provavelmente levarei você a um campo de treinamento para praticar.
Praticar?
Jocelino queria dizer que, nessa viagem, ela poderia manusear armas de fogo reais?
Aeliana só havia brincado com armas em clubes de tiro no Brasil, e a maioria usava airsoft ou munição de treino.
Ao pensar na possibilidade de tocar em armas e munição reais, Aeliana não pôde deixar de ficar animada.
— Certo, entendi. Até amanhã, então.

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