Jocelino ponderou se deveria ir pessoalmente ao exterior para verificar o equipamento que usaria.
Ele não esperava que o tempo passasse tão rápido; pensou por um instante e aceitou o convite de Celso.
Disse que se prepararia e viajaria no dia seguinte.
Ao entardecer.
Aeliana acabara de encerrar uma teleconsulta e massageava a nuca dolorida quando o celular vibrou.
A tela acendeu, exibindo o nome "Jocelino".
Os cantos de seus lábios se curvaram involuntariamente. Aeliana atendeu a chamada, com um tom de relaxamento que nem ela mesma percebeu.
— Alô?
Do outro lado da linha veio a voz grave de Jocelino, com o som suave de teclas sendo digitadas ao fundo; parecia que ele ainda estava no escritório.
— Você está em casa ou na clínica? Eu não atrapalhei você, não é?
O local de trabalho de Aeliana não era fixo; às vezes ela estava em casa, outras vezes na clínica, então Jocelino nunca tinha certeza de onde ela estava.
— Não. Estou em casa, acabei de finalizar uma consulta remota.
Aeliana prendeu o celular entre o ombro e a orelha, levantando-se para pegar água.
— E você? Ainda está na empresa?
— Sim, só terminando uns detalhes e já saio.
— Posso passar aí para te buscar e jantarmos juntos?
— Pode ser.
Chegava a ser engraçado.
Aeliana refletiu que, em todo o tempo que namorava Jocelino, os encontros pareciam acontecer sempre à noite.
Ambos eram viciados em trabalho, e o namoro não afetava a dedicação de nenhum dos dois à carreira, então os encontros só podiam ser encaixados nos intervalos após o expediente.
Jocelino sorriu, lembrando-se do que Celso acabara de lhe dizer.
— Aeliana. Você tem tempo livre ultimamente?

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