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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 662

Jocelino caminhou em direção a ela, cada passo sincronizado com as batidas do coração dela.

Ele parou à sua frente, ajoelhou-se sobre uma perna e tirou uma caixa de veludo do bolso.

A caixa se abriu, e um anel de diamante brilhou sob a luz das estrelas.

— Aeliana. — A voz dele era grave, carregada de uma solenidade inédita. — Você aceita se casar comigo?

Jocelino olhava para Aeliana com uma inquietação rara.

Ele temia ouvir palavras de rejeição saindo da boca dela.

Aeliana olhou para ele, com o rosto indecifrável:

— Você... não entrou em contato comigo o dia todo porque estava ocupado com isso?

Jocelino ficou em silêncio por um instante.

— Você está brava?

A expressão de Aeliana realmente não parecia de muita felicidade.

Jocelino achou que Aeliana iria rejeitá-lo. Quando estava prestes a se levantar, sentindo-se desolado, algo aconteceu.

Aeliana soltou uma risada.

Jocelino a olhou confuso.

— Eu não disse que ia te rejeitar, por que você está se levantando? — Disse Aeliana.

Jocelino travou por um segundo e logo percebeu: Aeliana estava se vingando dele por não tê-la procurado o dia todo.

Ele não sabia se deveria ficar bravo ou nervoso naquele momento.

No entanto...

Se ela não disse não, isso significava que era um sim?

Jocelino voltou a olhar seriamente para Aeliana.

— Então a sua resposta é sim?

Aeliana virou o rosto e assentiu com um movimento quase imperceptível.

Embora o movimento de Aeliana tenha sido sutil, Jocelino não deixou passar; ele viu claramente o aceno de cabeça dela.

Jocelino se levantou e a puxou para seus braços.

— Você me matou de susto.

— Achei que você realmente não quisesse se casar comigo.

Ele baixou a cabeça, encostando a testa na dela:

— Preparei esse pedido por muito tempo, queria te fazer uma surpresa.

— E você ainda me assusta desse jeito.

Aeliana respondeu, fingindo irritação:

— Quem assustou primeiro?

— Você nunca pensou que eu pudesse ficar brava hoje e não viesse ao terraço?

A brisa noturna soprava suavemente, e as estrelas brilhavam.

Ao longe, as luzes da cidade cintilavam como constelações.

No terraço, duas silhuetas se abraçavam firmemente, como se quisessem fundir suas almas.

O vento da noite estava ligeiramente frio.

O beijo terminou.

Aeliana recostou-se no abraço de Jocelino, acariciando levemente o anel em seu dedo anelar, vendo o diamante refratar luzes fragmentadas sob o céu estrelado.

Como se tivesse se lembrado de algo, Aeliana ergueu a cabeça de repente e olhou para Jocelino com os olhos semicerrados.

— Então... naquele dia na porta do hotel, você não estava planejando uma festa surpresa, mas sim o pedido de casamento, certo?

Não era à toa que Jocelino parecia estranho ultimamente.

Atendendo ligações longe dela.

Na verdade, ele tinha medo que ela descobrisse, e criou aquela ilusão.

Vendo que Aeliana tinha entendido tudo, ele finalmente não precisava mais esconder nada.

Jocelino riu baixo, brincando com uma mecha do cabelo dela, e admitiu prontamente:

— Sim.

Aeliana ergueu uma sobrancelha:

— Então por que não me contou diretamente naquela hora?

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