Jocelino caminhou em direção a ela, cada passo sincronizado com as batidas do coração dela.
Ele parou à sua frente, ajoelhou-se sobre uma perna e tirou uma caixa de veludo do bolso.
A caixa se abriu, e um anel de diamante brilhou sob a luz das estrelas.
— Aeliana. — A voz dele era grave, carregada de uma solenidade inédita. — Você aceita se casar comigo?
Jocelino olhava para Aeliana com uma inquietação rara.
Ele temia ouvir palavras de rejeição saindo da boca dela.
Aeliana olhou para ele, com o rosto indecifrável:
— Você... não entrou em contato comigo o dia todo porque estava ocupado com isso?
Jocelino ficou em silêncio por um instante.
— Você está brava?
A expressão de Aeliana realmente não parecia de muita felicidade.
Jocelino achou que Aeliana iria rejeitá-lo. Quando estava prestes a se levantar, sentindo-se desolado, algo aconteceu.
Aeliana soltou uma risada.
Jocelino a olhou confuso.
— Eu não disse que ia te rejeitar, por que você está se levantando? — Disse Aeliana.
Jocelino travou por um segundo e logo percebeu: Aeliana estava se vingando dele por não tê-la procurado o dia todo.
Ele não sabia se deveria ficar bravo ou nervoso naquele momento.
No entanto...
Se ela não disse não, isso significava que era um sim?
Jocelino voltou a olhar seriamente para Aeliana.
— Então a sua resposta é sim?
Aeliana virou o rosto e assentiu com um movimento quase imperceptível.
Embora o movimento de Aeliana tenha sido sutil, Jocelino não deixou passar; ele viu claramente o aceno de cabeça dela.
Jocelino se levantou e a puxou para seus braços.
— Você me matou de susto.
— Achei que você realmente não quisesse se casar comigo.
Ele baixou a cabeça, encostando a testa na dela:
— Preparei esse pedido por muito tempo, queria te fazer uma surpresa.
— E você ainda me assusta desse jeito.
Aeliana respondeu, fingindo irritação:
— Quem assustou primeiro?
— Você nunca pensou que eu pudesse ficar brava hoje e não viesse ao terraço?
A brisa noturna soprava suavemente, e as estrelas brilhavam.
Ao longe, as luzes da cidade cintilavam como constelações.
No terraço, duas silhuetas se abraçavam firmemente, como se quisessem fundir suas almas.
O vento da noite estava ligeiramente frio.
O beijo terminou.
Aeliana recostou-se no abraço de Jocelino, acariciando levemente o anel em seu dedo anelar, vendo o diamante refratar luzes fragmentadas sob o céu estrelado.
Como se tivesse se lembrado de algo, Aeliana ergueu a cabeça de repente e olhou para Jocelino com os olhos semicerrados.
— Então... naquele dia na porta do hotel, você não estava planejando uma festa surpresa, mas sim o pedido de casamento, certo?
Não era à toa que Jocelino parecia estranho ultimamente.
Atendendo ligações longe dela.
Na verdade, ele tinha medo que ela descobrisse, e criou aquela ilusão.
Vendo que Aeliana tinha entendido tudo, ele finalmente não precisava mais esconder nada.
Jocelino riu baixo, brincando com uma mecha do cabelo dela, e admitiu prontamente:
— Sim.
Aeliana ergueu uma sobrancelha:
— Então por que não me contou diretamente naquela hora?

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