Embora o chefe não tivesse dito nada, Odilon sentia que Jocelino estava falando mal dele mentalmente.
Quando o chefe manda, o subordinado não ousa desobedecer.
Odilon ficou em silêncio:
— ...
Ele calou-se silenciosamente, virou-se e saiu, mas não resistiu a olhar para trás antes de partir.
Seu patrão encarava aquela pilha de entregas de comida, com um sorriso enigmático no canto da boca.
Odilon pensou:
— ??
Após a porta do escritório se fechar.
Jocelino caminhou até a mesa de centro, abriu uma das marmitas e descobriu que a comida era exatamente do seu gosto.
Jocelino sentiu uma satisfação secreta e uma alegria inexplicável no coração.
Aeliana ainda lembrava do que ele gostava de comer.
Dezoito porções.
Exatamente a mesma quantidade que ele havia encomendado para Aeliana no dia anterior.
Será que Aeliana estava usando essa forma para respondê-lo?
Ela não estava mais brava com ele?
Jocelino riu baixo, sentindo um prazer inexplicável.
Enquanto isso, na Primeira Clínica.
Aeliana estava organizando os materiais medicinais quando seu celular vibrou de repente.
Na tela apareceu a mensagem:
— Jocelino: Obrigado pela comida, eu gostei muito.
Ela olhou, não respondeu, mas os cantos de seus lábios se curvaram levemente.
Aline espiava de lado, vendo a expressão de Aeliana, percebeu que aquilo certamente tinha a ver com Jocelino.
Olhando assim, parecia que eles tinham encerrado a guerra fria.
Aline não resistiu e riu baixinho:
— Tsc, tsc, tsc. Tem gente que por fora é fria como gelo, mas por dentro é puro dengo!
Aeliana guardou o celular e lançou um olhar indiferente para ela:
— Se falar demais, da próxima vez não trago comida para você.
Aline levantou as mãos em rendição imediatamente:
Aeliana sentiu uma certa frustração.
Como podia ser tão coincidente?
Ela havia esquecido o guarda-chuva no carro quando desceu hoje, mas com a intensidade da chuva atual...
Até Aeliana correr para o local onde estacionou, provavelmente já estaria ensopada.
Ela suspirou, puxou o capuz do casaco sobre a cabeça e, quando estava prestes a correr para a chuva, viu pelo canto do olho um carro preto familiar estacionado não muito longe.
O vidro do carro desceu pela metade, revelando o perfil bem definido de Jocelino.
Ele estava sentado silenciosamente no carro, com o olhar fixo nela, como se estivesse esperando há muito tempo.
Aeliana parou seus passos, e seu coração acelerou inexplicavelmente.
Como Jocelino poderia estar aqui?
Era coincidência ou... ele veio buscá-la de propósito?
A chuva caía sobre seus cílios, embaçando sua visão.
Ela permaneceu no lugar, sem saber momentaneamente se devia ir até lá.
No entanto, Jocelino já havia aberto a porta do carro e caminhava em sua direção segurando um guarda-chuva preto.
O som da chuva lá fora era barulhento, mas não se sabe por que, naquele momento, tudo parecia extraordinariamente silencioso.

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