— Dê uma olhada rápida, todas essas entregas são para o Sr. Barreto?
O que estava acontecendo?
No início, Odilon pensou que o entregador tinha errado, afinal a empresa tinha refeitório, e mesmo se Jocelino quisesse comer, não pediria tanto assim, certo?
Odilon franziu a testa para o entregador:
— Senhor, tem certeza de que não é um engano?
O entregador conferiu o pedido:
— O pedido tá no nome do Jocelino Bareto. O telefone terminado em ****, e o endereço é este aqui mesmo. Está correto.
Odilon:
— ...
Já que estava confirmado que as entregas eram realmente para o chefe, Odilon só podia carregar as dezoito marmitas resignadamente.
Dezoito era realmente demais.
Odilon teve que fazer várias viagens.
Assim que entrou no elevador com algumas sacolas, ouviu um colega zoando do lado.
— Por que tanta comida? O Sr. Barreto vai pagar marmitas do almoço hoje?
O Sr. Siqueira, do departamento financeiro, passava por ali e também parou, olhando estranhamente para as sacolas na mão de Odilon.
— Como assim? Odilon, o escritório da presidência vai ter alguma comemoração? Por que não avisaram a gente?
Odilon deu um sorriso amarelo:
— Não fui eu que pedi isso.
— É um pedido pessoal do Sr. Barreto, eu também não sei os detalhes.
Odilon, constrangido, começou a transportar a comida sob os olhares curiosos de todos.
Primeira viagem.
Segunda viagem.
Terceira viagem...
Quando ele finalmente colocou a última entrega no elevador, uma roda de funcionários já havia se formado na recepção.
Todos vieram ver a agitação depois de ouvir as notícias.
— Ouvi dizer que foi o Sr. Barreto que pediu tudo isso? Ele tá comendo tudo isso agora?
— Para, né. Ninguém come dezoito marmitas, ninguém come dezoito marmitas! Deve ser para algum cliente importante!
Em meio aos sussurros, Odilon apertou o botão do elevador com um olhar ressentido.
No escritório da presidência, no último andar.
Odilon colocou a última sacola na mesa de centro da área de visitas.
Então...
Essas entregas eram...
Aeliana que pediu para ele?
Os olhos de Jocelino brilharam e os cantos de seus lábios se ergueram involuntariamente.
Vendo isso, Odilon ficou ainda mais confuso:
— Sr. Barreto?
Jocelino desviou o olhar, com um tom indiferente:
— Hum, não precisa se preocupar com isso. Alguém pediu para me enviar, pode deixar aí.
Ao falar, Jocelino não pôde deixar de demonstrar um certo orgulho.
Odilon quis dizer algo, mas se conteve, até que não aguentou e resmungou:
— Quem foi que teve a ideia de mandar tanta comida? Se quisesse agradar o senhor, não seria mais fácil convidar para jantar fora? Pra que tudo isso...
— Pode sair. — Jocelino o interrompeu.
— E feche a porta quando sair.
Quem é solteiro não entende esse tipo de coisa.
Jocelino compreendia.

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