— Não desperdice meu tempo aqui.
Cada palavra de Aeliana parecia perfurar o coração de Henrique.
O rosto de Henrique estava tão sombrio que parecia capaz de pingar água; ele agarrou a máscara e a colocou violentamente.
— Isso não acabou!
Era apenas uma médica qualquer, e ousava falar assim com ele?
Depois que ele resolvesse o assunto com a Sra. Rabelo, ele voltaria para acertar as contas com essa médica!
Henrique saiu batendo a porta, seus passos ecoando pelo corredor.
Dentro do carro esportivo, Henrique dirigia velozmente.
No caminho para a festa, Henrique ainda sentia uma dor latejante na parte inferior do corpo.
Lembrando da atitude de Aeliana no consultório agora há pouco.
Henrique ainda se sentia indignado.
A tela do celular acendeu novamente; não se sabia se era por pena real de Henrique ou por algum outro motivo.
As mensagens da Sra. Rabelo chegavam uma após a outra.
[Sra. Rabelo: Henrique, não nos faça esperar muito...]
[Sra. Rabelo: Lembre-se de trazer aquela cauda de raposa .]
[Sra. Rabelo: Eu sei que isso é trabalhoso para você. Aquela mansão que você gostou da última vez, já mandei passar para o seu nome.]
[Sra. Rabelo: E aquele carro esportivo de edição limitada que você mencionou, estará na sua garagem amanhã.]
A última mensagem veio acompanhada de uma foto.
Era um documento de propriedade de um iate de luxo, com o campo de assinatura em branco.
[Sra. Rabelo: Faça elas felizes esta noite, e este iate também será seu.]
Henrique encarou a tela, o pomo de adão oscilando.
Era apenas acompanhar alguém para dormir e receber recompensas tão generosas; ele deveria estar feliz.
Mas a dor latejante em seu corpo deixava Henrique estranhamente confuso.
— Que pressa é essa? O melhor show sempre fica para o final.
— Alguma vez consegui algo bom e não compartilhei com as irmãs? Vocês ainda não confiam em mim?
Ao ouvir isso, as mulheres presentes trocaram olhares, com uma ambiguidade tácita em seus olhos.
Elas sabiam, é claro, que aquela não era uma festa social comum.
Cada pessoa ali sabia muito bem qual era o tema da noite.
Assim que ela terminou de falar, a porta se abriu.
Henrique entrou.
O salão inteiro silenciou por um instante.
Henrique havia trocado de roupa e vestia um terno de veludo vermelho escuro, com um corte elegante que delineava seus ombros largos e cintura estreita.
A gola estava levemente aberta, revelando clavículas refinadas.
Mas o que mais chamava a atenção era o par de orelhas de raposa vermelhas e felpudas em seus cabelos, que tremiam levemente com seus passos, acrescentando uma tentação demoníaca ao seu rosto já belo.

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