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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 613

— Eu também faz tempo que não vejo a vovó Valentina e sua mãe, já estava na hora de fazer uma visita.

Santiago não esperava que Aeliana concordasse. Um brilho de surpresa passou por seus olhos e, como se temesse que ela mudasse de ideia, confirmou o compromisso apressadamente.

— Então está combinado. Depois de amanhã eu venho te buscar.

Aeliana sorriu:

— Combinado.

Ela se virou para entrar no prédio, sem saber de nada.

Não muito longe dali, um Maybach preto estava estacionado silenciosamente sob a sombra das árvores.

Observando silenciosamente os dois conversando e rindo, imersos em uma atmosfera que parecia pertencer apenas a eles.

O vidro do carro desceu até a metade, e o perfil frio de Jocelino aparecia vagamente na penumbra.

Ele ficou ali, apenas observando Aeliana se despedir de Santiago com um sorriso radiante.

Os dedos de Jocelino apertavam o volante com força, deixando os nós dos dedos brancos. A conversa que acabara de ouvir ecoava em seus ouvidos, causando um desconforto inexplicável em seu peito.

Dia de Finados?

Visitar túmulos?

Desde quando Aeliana tinha intimidade suficiente para ir homenagear os parentes daquele homem junto com ele?

Como namorada dele, Aeliana nem sequer tinha ido visitar o túmulo do pai dele, mas agora ia visitar a mãe e a avó daquele outro homem?

Seu peito parecia queimar com algo corrosivo; a mistura de amargura e raiva quase rompia sua racionalidade.

Jocelino queria descer do carro agora mesmo e confrontar Aeliana.

Mas lembrou-se de que os dois já tinham brigado o suficiente ultimamente.

Além disso, Aeliana já não estava muito feliz com ele, e ainda havia Santiago à espreita, como um tigre faminto.

Se ele fizesse um escândalo agora, Jocelino temia que Aeliana realmente o deixasse.

Após ponderar, Jocelino só pôde engolir a seco. Esperaria investigar tudo antes de acertar as contas com Aeliana.

Ele pisou fundo no acelerador, e o carro partiu silenciosamente.

...

No andar de cima, Aeliana abriu a janela e viu exatamente aquele carro preto familiar desaparecendo na esquina.

A dona da loja veio recebê-la com um sorriso.

— Moça, vai levar flores?

Aeliana assentiu, correndo os olhos pelas prateleiras:

— Por favor, prepare um buquê de crisântemos brancos, e também quero um de...

Relembrando o passado, Aeliana fez uma pausa e sua voz suavizou:

— Tem jasmim nesta época?

Na memória de Aeliana, quando a mãe de Santiago era jovem, sua flor favorita era o jasmim.

Mas ela se lembrava de que a época de floração talvez já tivesse passado.

Mantendo um fio de esperança, Aeliana perguntou mesmo assim.

Mas, infelizmente...

A dona balançou a cabeça e informou Aeliana:

— Nesta época já não temos jasmim fresco, mas temos ramos secos preservados que podem ser colocados no buquê.

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