Heloisa não conseguiu segurar o riso:
— Pai, quando foi que o senhor virou especialista em relacionamentos?
Eduardo bufou:
— Eu já vivi tempo suficiente para saber dessas coisas! Aquele moleque estava com a mesma cara que eu fazia quando brigava com a sua mãe!
Heloisa balançou a cabeça, resignada, e tentou acalmar Eduardo:
— Não é nada disso. O Jocelino só está estressado ultimamente. A Aeliana está ótima, até me mandou mensagem esses dias dizendo que está ocupada com um caso.
Ela fez uma pausa, mudando de assunto propositalmente.
— A propósito, o senhor não disse que queria provar a comida da Aeliana? Quando ela terminar essa fase corrida, vou pedir para ela vir cozinhar para o senhor.
Eduardo, como esperado, distraiu-se, e seus olhos brilharam:
— Verdade? Aquela menina sabe cozinhar?
Heloisa sorriu:
— Sabe sim. A Aeliana me disse que queria testar algumas receitas naturais e medicinais. Quando ela aperfeiçoar, peço para ela vir mostrar os talentos.
— Se não der certo para ela fazer sozinha, ela pode me orientar.
— E aí eu preparo para o senhor, pode ser?
Eduardo soltou um suspiro aliviado:
— Pode! Claro que pode!
— Que bom que não brigaram...
— Eu sempre digo, a Aeliana é uma menina de ouro. Se o Jocelino ousar maltratá-la, eu serei o primeiro a não aceitar!
Heloisa sorriu e o ajudou a se sentar.
— Pode ficar tranquilo, o Jocelino mima aquela garota mais do que tudo.
Eduardo assentiu, mas de repente pensou em algo.
— Mas os problemas na empresa... são graves? Precisa que eu interfira?
Heloisa acenou rapidamente com a mão:
— Não, não. O Jocelino dá conta. O senhor só precisa pescar seus peixes, cuidar dos seus pássaros e aproveitar a aposentadoria.
Só então Eduardo relaxou completamente, pegando alegremente uma noz na mesa para comer.
Durante o período de guerra fria entre Jocelino e Aeliana, ela continuou ajudando Santiago com o caso.
Aeliana parou seus passos e respondeu suavemente:
— Sim.
— Nesses dias, eu pretendo ir visitar o túmulo da minha avó e da minha mãe...
A voz de Santiago ficou um pouco mais grave.
— Você quer... ir comigo?
Talvez com medo de que Aeliana recusasse, Santiago acrescentou rapidamente:
— Claro, estou apenas perguntando. Afinal, a vovó e minha mãe ficariam muito felizes em saber que nós nos reencontramos depois de adultos.
— Mas se você não tiver tempo, tudo bem.
Aeliana travou por um momento, e a imagem daquela senhora bondosa e daquela mulher gentil surgiu em sua mente.
Lembrando-se da bondade da vovó Valentina e de sua mãe no passado, Aeliana concordou prontamente.
— Tudo bem.
— Nesse dia, eu vou com você para prestar minhas homenagens.

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