As três continuaram conversando e mudaram de assunto.
No meio disso, Aeliana atendeu uma ligação e precisou sair mais cedo. Beatriz pediu que Aline guardasse o lugar e acompanhou Aeliana.
No caminho até o carro, Beatriz hesitou, mas falou:
— Aeliana… minha mãe realmente se arrepende.
— O que eu disse antes não teve segundas intenções, foi só um recado dela.
— Por favor, não se sinta pressionada.
Aeliana respondeu, simples:
— Eu sei.
Pararam ao lado do carro.
Aeliana se virou e olhou para Beatriz com calma e gentileza:
— Beatriz, eu vou ser bem clara.
— Eu não odeio sua mãe.
— Mas eu não quero mais nenhum vínculo com ela. Entende?
Beatriz ficou atônita. Claro que entendia.
Aeliana sorriu e ajeitou o cabelo da amiga, bagunçado pelo vento:
— Você e ela são diferentes. Eu não vou mudar o que sinto por você por causa da atitude dela.
A sinceridade de Aeliana deu segurança a Beatriz. Ela sentiu os olhos arderem e a abraçou forte.
— Aeliana…
De repente, no meio do caminho, havia um aglomerado na beira da rua e gritos.
— Meu Deus!
— Alguém desmaiou!
— Chamem uma ambulância!
Aeliana franziu a testa, encostou o carro e correu até a multidão. No chão, um idoso de cabelos brancos estava pálido, respirando com dificuldade.
As pessoas em volta estavam perdidas.
— Já ligamos pro 192, mas não sabemos quanto vai demorar…
O idoso parecia muito debilitado.
Aeliana observou rapidamente e se agachou.

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