Aeliana ergueu o copo e respondeu, indiferente:
— A família Oliveira está por um fio sem a família Costa. A empresa está sendo atacada… ele deve ter visto que não tem futuro e chutou o balde.
Aline balançou a cabeça.
— Eu diria que a "mentalidade" do Henrique é impressionante.
Aeliana olhou para ela.
— Por que você está tão interessada nele?
Aline abanou as mãos:
— Ei, não entenda mal! Eu não tenho interesse nele. É só fofoca mesmo!
Ela baixou a voz:
— Mas ouvi dizer que ele está saindo com uma mulher muito poderosa… herdeira de um grupo estrangeiro. Dizem que ela gosta dele. Se ele conseguir se encostar nela, talvez dê a volta por cima.
Os olhos de Aeliana brilharam por um instante, mas voltaram ao normal.
— Deixa ele. A família Oliveira não é problema meu.
Henrique só estava colhendo o que plantou. E ela já tinha sido generosa em não bater em quem já estava no chão.
— Sério… ele cresceu na família Oliveira. Como pode ser tão baixo quando enfrenta dificuldade? Tem cara de galã, mas age como cafajeste. Desperdício.
Beatriz riu:
— Está com pena agora?
— Pena nada! — Aline revirou os olhos. — Eu só acho que os homens da família Oliveira não valem nada!
Aeliana concordou:
— De fato.

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