Enquanto isso, em uma casa de campo nos arredores da cidade.
Wallace desligou o telefone e se virou para Décio, que estava nas sombras:
— Você ouviu tudo?
Décio assentiu, franziu os lábios e hesitou:
— Mas, o que a Dra. Oliveira disse faz sentido. Seu corpo...
— Eu não vou morrer. — Wallace acenou com a mão, empurrou a cadeira de rodas até a escrivaninha, abriu uma gaveta e tirou uma arma que brilhava friamente.
— Vá se preparar. Partiremos em um mês.
Décio hesitou, mas finalmente assentiu:
— Sim.
Wallace acariciou a arma, com os olhos profundos e insondáveis.
Tantos anos se passaram; era hora de acertar as contas.
...
Aeliana recebeu alta do hospital.
Para comemorar a alta, Aline convidou Aeliana e Beatriz para um café e umas comprinhas, num encontro de amigas.
Num café no centro, a luz do sol entrava pelas janelas de vidro. Sobre a mesa, doces e três xícaras fumegantes.
Fazia muito tempo que as três não sentavam assim para conversar.
Aline e Beatriz não eram do tipo quieto; mal se sentaram, o assunto engrenou.
Camila não tinha explicado o motivo exato da briga. O resumo era: desde que Amália entrou na família Costa, não houve um dia de paz.
Aeliana mexia o chá devagar. Tomou um gole e ficou em silêncio.
Aline, curiosa, se inclinou para Beatriz:
— E essa criança… é do seu irmão mesmo?
Beatriz hesitou.
— Deve ser, né?
Mesmo discordando de muita coisa, ela sabia da obsessão de Amália por Marcelo. Provavelmente não arriscaria algo tão baixo.
— De qualquer forma, a família Costa ficou sem saída. Tiveram que aceitar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Despertar Depois dos 1460 dias