Marcelo olhou para o pai, incrédulo.
— O senhor acha que a Amália vai aceitar isso?
— E o que importa se ela não aceitar? — Gervásio riu, gelado. — Se a família Costa quiser a criança, ela vai impedir como?
Marcelo ficou em silêncio.
De repente, tudo aquilo pareceu ridículo. Do começo ao fim, Gervásio só pensava em como usá-lo. Casamento, filho… tudo virava moeda de troca para o pai.
Vendo a expressão pesada do filho, Camila tentou apaziguar:
— Marcelo, seu pai só quer o seu bem. A Amália não está à sua altura. Quando a criança nascer, você pode se divorciar quando quiser…
— Mãe… — Marcelo a interrompeu, rouco. — A senhora acha isso justo comigo?
Camila travou.
Gervásio, impaciente, acenou com a mão.
— Certo. Eu obedeço.
— Mas não se arrependa depois.
Dito isso, virou-se e saiu do escritório. O estrondo da porta ecoou pela mansão.
Ninguém naquela casa lhe dava paz.
Sem conseguir aguentar o clima, Camila saiu para tomar ar.

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