Marcelo, irritado com a situação, respondeu com frieza:
— As coisas não são tão simples quanto vocês pensam.
— E o que é "simples" aqui?
Gustavo riu com frieza.
— Só porque a família Costa está poderosa agora, vocês acham que podem pisar na família Oliveira? Eu te digo: se acontecer alguma coisa com essa criança, eu, Gustavo, arrisco a vida, mas não te perdoo!
O quarto virou um caos.
As acusações ainda não tinham cessado quando a porta se abriu de novo.
Gervásio e Camila entraram a passos largos.
O rosto de Gervásio estava duro como ferro. O olhar dele varreu todos no quarto até parar em Marcelo.
— Seu filho ingrato!
Ele avançou e, antes que qualquer um reagisse, levantou a mão e deu um tapa violento em Marcelo.
— Paft!
O estalo explodiu no quarto. Todos ficaram atônitos.
A cabeça de Marcelo virou com o impacto. Um fio de sangue desceu do canto da boca, e a bochecha começou a inchar na hora.
Camila gritou e correu para proteger o filho.
— Gervásio! O que você está fazendo?!
Ela segurou o rosto de Marcelo, com dor, e se virou furiosa para o marido.
— Você ficou louco? Por que bateu nele antes de esclarecer as coisas?
A força do tapa tinha sido brutal.
Em menos de um minuto, o rosto de Marcelo estava marcado, inchado e vermelho. Era assustador só de olhar.
O peito de Gervásio subia e descia. Ele apontou para Marcelo e o repreendeu:
— E você ainda tem coragem de falar? Uma coisa tão grande como a gravidez da Amália, e você escondeu da família! Agora virou essa confusão… a imagem da família Costa foi jogada na lama por sua causa!
Marcelo passou a língua pela bochecha dormente e riu com frieza.
— Pai… o senhor não está enganado?
Ele ergueu os olhos e encarou Amália na cama.
— Como essa criança foi feita, o senhor devia perguntar a ela.
Brigas, armações… era tudo igual.
Marcelo limpou o sangue do canto da boca com a mão. O olhar dele ficou gelado.
— Chega.
A voz não foi alta, mas o quarto inteiro silenciou.
Marcelo olhou para Gervásio e disse, pausadamente:
— Pai, se o senhor quiser bater ou xingar, eu aceito. Mas tem uma coisa que eu preciso deixar claro.
O olhar dele passou por Amália, a voz gélida:
— Eu não vou reconhecer uma criança fruto de armação.
— O resto… vocês que se virem.
Dito isso, ele se virou e saiu a passos largos. O estrondo da porta fez todo mundo tremer.
No quarto, o clima pesou.
Depois que Marcelo saiu, Gervásio respirou fundo, apagou a frieza do olhar e se virou para Gustavo e Daniela com uma expressão de desculpas.

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