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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 544

— Já que você não está satisfeito com este, então olhe este outro aqui!

Mário jogou outro contrato sobre a mesa com um estalo.

— Assine este e a empresa garante que você vai se reerguer!

Henrique deu uma olhada rápida, e o desdém em seu rosto tornou-se ainda mais evidente.

As condições deste contrato eram, de fato, mais generosas do que as do anterior.

Mas o ponto principal não era esse, e sim a última frase do documento.

Todos os direitos de imagem e de exploração comercial do trabalho artístico do contratado, com uma multa rescisória de quinhentos milhões.

Ele soltou uma risada sarcástica e bateu com o dedo no contrato.

— Sr. Siqueira, vocês sonham muito bem, não é? Querem que eu me venda como escravo para a empresa pelo resto da vida?

Mário estreitou os olhos.

— Não fale de forma tão desagradável, as condições que esse contrato te oferece são excelentes.

Mário olhou para Henrique com significado profundo.

— Ninguém pode ser ganancioso demais; Tem que saber a hora de parar.

— Além do mais, a empresa te treinou por tantos anos, precisa ter alguma garantia, não acha?

Mário falava com ares de grandiosidade.

A resposta de Henrique foi pegar o contrato e rasgá-lo ao meio!

Os pedaços de papel caíram lentamente, e Henrique encarou-o com um olhar gelado.

— Mário, você acha que ainda sou aquele novato de três anos atrás que você manipulava como queria?

— Isso já ficou pra trás. Depois do que vocês fizeram comigo...

— Querem que eu assine novamente com vocês?

— Ah, impossível!

A atitude de Henrique era realmente arrogante.

Podia-se até dizer que era uma provocação.

Evaldo ficou ansioso, levantou-se de repente e apontou para ele:

— Henrique! Não exagere!

Ele abriu o contrato devagar e apontou para uma cláusula específica com o dedo.

— Baseado apenas neste contrato que vocês me deram hoje, adivinhem... a Sra. Rabelo ficaria zangada se soubesse?

Mário ainda tinha a coragem de mencionar a Sra. Rabelo.

Com atitudes tão hipócritas, se a Sra. Rabelo descobrisse, quem seria repreendido não seria ele.

O sorriso no rosto de Mário congelou, e um traço de sombra passou por seus olhos.

Mas logo ele recuperou aquela aparência amigável.

— Henrique, você entendeu errado. Essa cláusula é apenas para garantir o investimento inicial da empresa...

— Se você realmente não estiver satisfeito, podemos negociar, não há necessidade de falar coisas desagradáveis, não é?

— Garantia?

Henrique ergueu as sobrancelhas, com um olhar sarcástico.

— Sr. Siqueira, lembro-me de que, quando assinei com vocês anos atrás, o discurso era o mesmo. E depois...

— Acham que vou cair no mesmo golpe pela segunda vez?

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