— Já que você não está satisfeito com este, então olhe este outro aqui!
Mário jogou outro contrato sobre a mesa com um estalo.
— Assine este e a empresa garante que você vai se reerguer!
Henrique deu uma olhada rápida, e o desdém em seu rosto tornou-se ainda mais evidente.
As condições deste contrato eram, de fato, mais generosas do que as do anterior.
Mas o ponto principal não era esse, e sim a última frase do documento.
Todos os direitos de imagem e de exploração comercial do trabalho artístico do contratado, com uma multa rescisória de quinhentos milhões.
Ele soltou uma risada sarcástica e bateu com o dedo no contrato.
— Sr. Siqueira, vocês sonham muito bem, não é? Querem que eu me venda como escravo para a empresa pelo resto da vida?
Mário estreitou os olhos.
— Não fale de forma tão desagradável, as condições que esse contrato te oferece são excelentes.
Mário olhou para Henrique com significado profundo.
— Ninguém pode ser ganancioso demais; Tem que saber a hora de parar.
— Além do mais, a empresa te treinou por tantos anos, precisa ter alguma garantia, não acha?
Mário falava com ares de grandiosidade.
A resposta de Henrique foi pegar o contrato e rasgá-lo ao meio!
Os pedaços de papel caíram lentamente, e Henrique encarou-o com um olhar gelado.
— Mário, você acha que ainda sou aquele novato de três anos atrás que você manipulava como queria?
— Isso já ficou pra trás. Depois do que vocês fizeram comigo...
— Querem que eu assine novamente com vocês?
— Ah, impossível!
A atitude de Henrique era realmente arrogante.
Podia-se até dizer que era uma provocação.
Evaldo ficou ansioso, levantou-se de repente e apontou para ele:
— Henrique! Não exagere!
Ele abriu o contrato devagar e apontou para uma cláusula específica com o dedo.
— Baseado apenas neste contrato que vocês me deram hoje, adivinhem... a Sra. Rabelo ficaria zangada se soubesse?
Mário ainda tinha a coragem de mencionar a Sra. Rabelo.
Com atitudes tão hipócritas, se a Sra. Rabelo descobrisse, quem seria repreendido não seria ele.
O sorriso no rosto de Mário congelou, e um traço de sombra passou por seus olhos.
Mas logo ele recuperou aquela aparência amigável.
— Henrique, você entendeu errado. Essa cláusula é apenas para garantir o investimento inicial da empresa...
— Se você realmente não estiver satisfeito, podemos negociar, não há necessidade de falar coisas desagradáveis, não é?
— Garantia?
Henrique ergueu as sobrancelhas, com um olhar sarcástico.
— Sr. Siqueira, lembro-me de que, quando assinei com vocês anos atrás, o discurso era o mesmo. E depois...
— Acham que vou cair no mesmo golpe pela segunda vez?

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