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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 543

Atrás dele, alguns estagiários sussurravam.

— Aquele é o Henrique?

— Sim, não disseram que ele tinha rompido o contrato com a empresa? Por que voltou?

— Ouvi dizer que a empresa quer assinar com ele de novo, imploraram por muito tempo...

— Nossa, que arrogância.

Henrique curvou os lábios e apertou o botão do elevador.

Quando Henrique empurrou a porta da sala de reuniões, três pessoas já estavam sentadas lá dentro.

Seu ex-agente Evaldo, o vice-presidente da empresa Adonias Lopes e a diretora jurídica Valéria Almeida.

O chefe, Mário Siqueira, estava sentado na cabeceira, com o mesmo sorriso no rosto, mas escondendo cálculos em seu olhar.

Ao vê-lo entrar, Evaldo levantou-se imediatamente, com um sorriso protocolar e estranho no rosto.

— Henrique, você veio.

Henrique puxou a cadeira preguiçosamente e sentou-se, cruzando as longas pernas e batendo levemente os dedos na mesa.

— Digam logo o que querem, estou muito ocupado.

Seu tom era indiferente, como se estivesse ali apenas para tomar um café, e não para negociar um contrato vital para sua carreira.

Adonias ficou insatisfeito com a atitude de Henrique, mas, lembrando-se da grande quantia investida pela Sra. Rabelo e de que a imagem de Henrique era realmente boa, percebeu que, se bem gerido, ele seria uma verdadeira mina de ouro para a empresa.

Pensando nisso, Adonias forçou um sorriso, fingindo entusiasmo e gentileza.

— Henrique, a empresa está preparando uma superprodução de época, de altíssimo orçamento, e o protagonista masculino ainda não foi definido...

— E daí?

Henrique ergueu as sobrancelhas.

Valéria empurrou um contrato na direção dele, falando em tom profissional.

— A empresa quer assinar novamente com você. Pode ver as condições, são muito mais favoráveis do que antes.

Henrique passou os olhos pelo contrato, sem pegá-lo, e soltou um riso de escárnio, com uma atitude extremamente arrogante.

Todos na sala de reuniões estavam insatisfeitos com a postura de Henrique, mas, lembrando-se do que a empresa fizera com ele antes, engoliram a seco, pois sabiam que estavam errados.

Evaldo apressou-se em complementar.

— E também, se você não tivesse deixado de cooperar com a empresa naquela época...

Eles não teriam sido tão radicais.

Naquela época, eles deram muitas chances a Henrique.

Se Henrique não quis, de quem era a culpa?

— Passado?

Henrique riu friamente.

— Evaldo, agora sou detonado nas redes, fui colocado na geladeira por dois meses, perdi todos os contratos publicitários, e vocês resolvem tudo com um simples "passado"?

Ele se levantou e olhou para Mário de cima.

— Sr. Siqueira, sugiro que traga um pouco mais de sinceridade antes de conversar comigo sobre isso.

Trazer um contrato medíocre daqueles era zombar da cara de quem?

A expressão de Mário fechou, e ele finalmente abandonou a máscara.

— Henrique, a empresa está te dando uma chance, não seja ingrato!

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