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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 537

Por isso, Aeliana frequentemente adormecia enquanto conversava.

Entre o sono e a vigília, Aeliana sentiu alguém segurar sua mão suavemente.

Ela abriu os olhos levemente e viu Jocelino sentado à beira da cama, acariciando com o polegar as marcas de agulha nas costas de sua mão, com a testa franzida.

Não era a primeira vez que Jocelino a tocava no meio da noite, sem conseguir dormir.

No começo, Aeliana não entendia muito bem.

Depois, começou a desconfiar do motivo.

— Te acordei?

Ele perguntou em voz baixa.

Aeliana negou com a cabeça.

— Não.

Jocelino murmurou um "hum", mas não soltou os dedos; pelo contrário, segurou sua mão com mais firmeza.

Aeliana olhou para a linha tensa do maxilar dele e sussurrou de repente.

— Jocelino.

— Hum?

— Por que você não volta para casa?

De qualquer forma, o ferimento dela já estava quase curado.

Talvez em alguns dias ela tivesse alta.

Não havia necessidade de Jocelino se desgastar tanto cuidando dela no hospital.

— A mesinha aqui é pequena demais; trabalhar no quarto é desconfortável, e além disso...

— Você não vai à empresa há quase uma semana. O Reinaldo não vai se incomodar com isso?

Reinaldo Barreto já não se dava bem com Jocelino.

Se ele usasse isso como pretexto...

Jocelino certamente seria criticado pelos acionistas da empresa.

Aeliana não queria que Jocelino prejudicasse os negócios por causa dela.

Jocelino ergueu os olhos para ela, com um olhar profundo.

— A empresa não é mais importante que você.

Considerando a contribuição de Jocelino para o Grupo Barreto ao longo dos anos, uma semana fora da empresa não era nada.

Não seria suficiente para representar uma grande ameaça a ele.

No entanto, era raro Aeliana demonstrar tal preocupação com ele.

Jocelino aproveitou a oportunidade.

Queria que Aeliana sentisse pena dele.

Uma frase simples, mas que fez o coração de Aeliana tremer.

Ela virou o rosto, com as orelhas levemente quentes.

A sensação de perdê-la e recuperá-la deixou Jocelino inseguro.

A imagem de Aeliana deitada na cama do hospital, entre a vida e a morte, realmente o assustou.

Por isso ele tocava a mão de Aeliana secretamente todas as noites, para confirmar a temperatura dela.

Esse gesto parecia bobo.

Não parecia algo que alguém com a personalidade de Jocelino faria.

Mas foi exatamente o que ele fez.

A respiração de Aeliana falhou por um instante.

Os dedos de Jocelino tocaram as sobrancelhas dela, sua voz tão leve quanto um suspiro.

— Então, não me mande embora.

...

O quarto estava tão silencioso que era possível ouvir a respiração um do outro.

Aeliana olhou para o rosto dele, tão próximo, e de repente estendeu a mão, envolvendo suavemente o pescoço dele e puxando-o para mais perto.

— Eu não queria te mandar embora.

Ela ergueu a cabeça e beijou levemente os lábios dele, um toque rápido.

— Eu só sinto pena de você.

Jocelino riu baixo, segurou a nuca dela e aprofundou o beijo.

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